Mostrando postagens com marcador vitrolaviva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vitrolaviva. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mamonas Assassinas - 1995

 Hoje a nossa viajem no paraíso musical será por terras muito puras e engraçadas. O fato a ser ressaltado, que esse disco foi  adquirido em mais um dia de minhas investidas, para comprar vinis nas ruas do centro do Rio. Eu sempre com o intuito de LPs de bandas mundialmente famosas,  mas nunca descartando as outras possibilidades, tão clássicas quantos as internacionais. Estava revirando tudo, quando vi a capa do vinil do Mamonas, novinha perdida por ali. Engraçado nesse dia eu já tinha comprado quatro discos, e ganhei um de brinde. Final feliz para quem merece ser feliz. O vinil que escutaremos hoje, é uma marco do rock cômico, da alegria de uma geração e  que sempre faz todos sorrirem  o Mamonas Assassinas 1995.

Para fazer vocês começarem a viajar no meu Delorean da música! Mamonas Assassinas - Chopis Centis

Essa banda mostrou com sua história que as vezes ser engraçado e gozador é a solução dos problemas. Com o nome intitulado de Utopia, os futuros integrantes do Mamonas eram mais que sérios ao fazer seus covers de bandas como Rush, Titãs, Os Paralamas do Sucesso e o  Legião Urbana. Bento Hinoto (guitarra/violão) e os irmãos Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria), todos jovens músicos de Guarulhos SP, não poderiam prever que faltava apenas um elemento para equilibrar e elevar a alma deles. O nome desse elemento é de Alecsander Alves Leite, ou como todos nós conhecemos Dinho.

A vida nos faz passar por várias situações engraçadas e inusitadas. Foi numa delas, durante um show em 90, que  a banda Utopia acabou mudando seu futuro. Durante o show por causa da galera assistia que queria que o grupo cantasse musicas do Guns in Roses e como nenhum deles sabia, decidiram pedir ajuda ao público. Com um pulo do gato o jovem garoto ainda desconhecido Dinho, pegou o microfone e começou a cantar. O inusitado é que Dinho não sabia cantar nenhuma do Guns, porém isso não o impediria de agradar a galera. Dinho começou a fazer palhaçadas enlouquecido no palco animando a todos que estavam por ali. Bastou um momento para a banda perceber que tinham uma estrela em suas mãos.

Logo depois de assumir o novo cargo Dinho trouxe para a banda o tecladista Júlio Rasec. O Utopia estava com força total começaram a tocar na periferia de São Paulo, fazendo uma série de shows. Ainda nessa época pré Mamonas eles ainda gravaram um disco relíquia, que vendeu menos que 100 cópias na época. O que eles percebiam a cada show que faziam, era que as brincadeira e as paródias  das músicas feitas nas gravações dariam certo e aos poucos foram sendo lançadas nos shows. Elas estavam fazendo mais sucesso do que seus covers com seriedade.

Mas foi após um show em Garulhos  que eles conheceram o produtor Rick Bonadino, (o mesmo empresário do Charlie Brown Jr), que tinha gostado muito do show irreverente e diferente que a banda Utopia estava começando a fazer. Logo após isso eles gravaram duas músicas, que são duais grandes marcas do Mamonas Assassinas, as músicas Robocop Gay e Pelados em Santos. Esse foi o suficiente para banda mudar de vez seu perfil e ir atrás do seu lugar na história do rock brasileiro. Após isso a grupo mudou o nome para "Mamonas Assassinas do Espaço", ideia de Samuel Reoli, que seria reduzido para Mamonas Assassinas.

O grupo enviou fitas com as músicas Robocop Gay, Pelados em Santos e a canção "Jumento Clandestino", para algumas gravadoras incluindo Sony Music e EMI.  Vale lembrar que eles, conseguiram o contrato graças ao baterista da banda Baba Cósmica, João Augusto Soares, que insistiu para que contratassem a banda, ele era filho do diretor artístico da EMI.

Bom já que fizemos um breve conhecimento sobre a banda, acho que podemos viajar no disco. Meu Deus o que dizer dele? Para começar, tenho que lembrar que ele fez parte de minha infância nos anos 90. Eu não possuía o disco,  mas sempre levava sua fita para onde eu fosse. Músicas para todas as idades, melodias, engraçadas, puras mesmo com malícia.






O disco foi lançado em 1995, foi o primeiro e único enquano a banda estava viva, sozinho ele conseguiu receber o cerficado de Disco de Diamante com cerca de 3 milhões de cópias vendidas. Um LP carregado de gêneros, onde vemos o punk rock, misturado com  influências de gêneros populares, tais como forró, sertanejo, ditados populares, cantigas infantis, rock progressivo e metal. Uma mistureba boa, numa época onde e o rock já não tinha tanta força.

Quase todas as músicas contidas nesse LP, são paródias,satíricas de músicas, filmes, ou personalidades da época. Por exemplo a música a primeira música "1406", refere-se a um telefone de compras, o (011)1406, que era de um famoso canal de televendas na primeira metade dos anos 90, o Grupo Imagem.

A famosa música  "Chopis Centis", tem uma introdução talvez um pouco conhecida ne? Isso porque ela é uma paródia da música "Should I stay or should I go" de uma mais representativas bandas de rock o The Clash.

Bem o álbum todo é com paródias e brincadeiras, mas para não ser tediante vou mostrar apenas algumas que achei mais engraçadas e bem boladas.

Na música "Uma Arlinda Mulher" refere-se ao filme Uma Linda Mulher, estrelado por Julia Roberts. Quanto à estrutura musical, faz-se forte alusão às canções Fake Plastic Trees (1995) e Creep (1993), ambas do grupo inglês Radiohead. Além disso, o tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior, o que daria origem também à vinheta Belchi.

Outra que peguei e achei muito interessante é a canção, "Cabeça de Bagre II"  baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. Seu título é a paródia de Cabeça Dinossauro, álbum dos Titãs. Nela, um de seus solos de guitarra é uma referência à risada do Pica-Pau, e um dos riffs principais é Baby Elephant Walk (O Passo do Elefantinho), trilha infantil composta pelo músico estadunidense Henry Mancini que nos tempos Jovem Guarda ganhou versão brasileira e se popularizou através do Trio Esperança.

Se não uma das mais importantes canções, para a fama do grupo, a música "Robocop Gay" é uma homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, com ligação ao personagem do ator Peter Weller, o Robocop. Versões ao vivo da música contavam com o "Melô do Piripiri", da cantora Gretchen. Foi a primeira música da banda a fazer parte da trilha sonora de uma telenovela brasileira: Caminhos do Coração, exibida pela Rede Record em 2007/2008.

É mais uma banda que sempre deixa muitas saudades, um orgulho para o rock do anos 90 nacional, algo que não é facil de se ver na história do rock. Só teremos lembraças boas de caras como os do Mamonas.




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Kurtis Blow

Aí está a primeira música do LP para vocês irem curtindo enquanto leêm!


Curiosidade, se pararmos para pensar pode ser uma coisa boa, ou ruim, mas graças a minha grande sorte, foi ela que me fez chegar à raridade que iremos escutar hoje. Não adianta ir com pré-conceitos na hora de comprar um LP,  estar com algo em mente na hora da compra é ótimo, mas olhar aquela pilha dos discos baratinhos é essencial.

Foi olhando uma dessas pilhas de discos baratos, que eu fiquei intrigado com uma capa, ela me parecia ser  de rap ou de hip hop, ou melhor, dizendo, talvez  os dois juntos. O vinil que escutaremos é um marco na história da música. Com o nome intitulado de Kurtis Blow, apresento para vocês hoje o cara que, é um dos mais influentes do rap, além de ser um dos pioneiros no estilo hip hop  no mundo.

Pai de um estilo diferenciado para sua época, Blow conseguia em suas canções unir dança e rimas. Sua música se caracteriza pela batida disco, com fortes instrumentais como guitarras e percussão, unidas com a rima rap. O estilo que fez sucesso nos anos 80 consegue fazer qualquer um dançar e ficar mais leve ao escutar seu belo som. Pode ser dito que ele tem um estilo próprio, cuja denominação poderia ser "rap rock".

Nascido no Harlem, Nova Iorque, Kurtis deu inicio a sua carreira musical bem novo, quando ainda estava  na High Scool, com 13 anos ele já agitava como na escola como DJ e usava carteira de identidade falsa para ir a clubs da noite de NY, onde ele podia ouvir os DJs da época. Influenciado pelo então criador do termo hip hop, o disc-jóquei DJ Hollywood, em meados dos anos 70, começou uma carreira de DJ, se tornou "Kool DJ Kurt". Nesta época estava unido a um grupo de promotores de festas, que se chamava The Force, que tiveram grandes influencias, para esse período de sua vida.

Em 1979 foi um ano importante na carreira de Kurtis, com 19 anos ele se tornou o primeiro rapper a assinar com uma grande gravadora, a Mercury.  Um negro elegante, com um som dançante, sofisticado e diferente, uma música que não esquecia das origens da periferia e se enquadrava perfeitamente como uma nova vertente do soul. Blow foi o primeiro rapper a fazer músicas falando de política!

Já que agora todos já conhecem a história do nosso artista. Vamos  voltar para o LP.
 O vinil é maravilho, uma voz calma, uma batida alegre, o som do público cantando, conversando e interagindo com Blow, de fazer a sala de a minha casa parecer, com aquele programa clássico dos anos 70, Soul Train. Nele nos encontramos músicas famosas e de grande impacto tocadas até hoje como, “The Breaks” e “Christmas Rappin". The Breaks é considerado o maior sucesso do cantor, pois foi contemplada com certificado de ouro de som rap e até hoje é cantada por muitos rappers, tendo ela sido regravada e diversas vezes. 

Kurtis Blow pode ser considerado um líder para uma geração emergente de rappers com o sentido da rua, a crítica social, comercial e racial contra as diferenças existentes até hoje e principalmente no antigo Harlem de 1980.  O homem que vocês, meus queridos ouvintes estão conhecendo é uma lenda viva do hip hop, cujo trabalho conseguiu moldar os maiores como: Rum DMC, Fat Boys, entre outros que foram produzidos ou trabalharam com Blow, nomes como Love Bug Starski, Sweet Pó, Dr. Jekull e Mr. Hyde, Full Forece, Russell Simmons e Wycled Jean.









domingo, 30 de janeiro de 2011

The Cure - Disintegration

Ao me deparar com minha pilha de vinis, sempre tenho dificuldade de escolher qual som colocarei para escutarmos. Não me basta só ouvir o LP, mas também senti-lo, para assim poder transmitir toda sua força e vitalidade. Fiquei quase um mês tentando achar o disco ideal, porém por sorte nem sempre é do ideal que precisamos. Uma banda imperfeita, mas que com essa característica conseguiu ganhar o mundo e milhares de fãs.

O ano certo era 1976, eles eram um pequeno grupo de quatro jovens ingleses, que viviam numa época onde o punk rock era maior força de expressão, mas que tinham uma proposta de misturá-lo com rock psicodélico dos anos 60.

Com o nome do grupo denominado de "Malice" o vocalista Robert Smith, ao lado do guitarrista Porl Thompson, do baterista (e depois tecladista) Laurence ‘Lol’ Tolhurst e do baixista Michael Dempsey formaram a banda que seria a semente do The Cure.

Em apenas alguns meses depois, já em 1977 o nome da banda muda para Easy Cure. No meio do ano de 1978, após a um rompimento com uma gravadora e com ascensão de um novo empresário, Porl Thompson deixa a banda, com Robert Smith assumindo as guitarras.

Agora como um trio o grupo muda de nome pela última vez, para se tornar futuramente a famosa com dez discos lançados e pouco mais de 30 anos de estrada a banda "The Cure".

Bom meus queridos ouvintes vou ter que dar um breve pulo na linha do tempo dessa banda, pois o que estamos realmente a fim de escutar aqui é o oitavo, e mais importante disco do The Cure, "Disintegration" de 1989. Data que muitos de nós inclusive eu estavam nascendo.


Disintegration foi lançado em uma época muito complicada para o vocalista e principal peça da banda, Robert Smith, pois ele estava para completar seus vinte e nove invernos frios, faltando apenas um ano para seus trinta anos, sua cabeça parecia um turbilhão de gritos, que o faziam passar, por uma fase mais introspectiva. O cenário até era favorável para a banda, mas que não agradava o vocalista causado pelo título de banda pop. Devido a essa popularidade, Smith teve lapsos que o jogaram novamente as drogas alucinógenas, sendo que as mesmas tiveram grande influencia no álbum.


De fato o LP é pesado, introspectivo, melancólico entre outros adjetivos adjacentes de sombriedade. Uma música suícida! Bom talvez para muitos, algo depressivo, mas para outros, real e até espiritual. Essa era a missão na cabeça de Smith ao trabalhar pesadas horas para realização desse álbum.

Além de toda essa climatização na época, o The Cure tinham constantes desentendimentos, pois durantes as gravações do LP, Laurence Tolhusrt foi afastado da banda, devido a problemas com alcoolismo e pouca contribuição ao grupo.

Fazer música é uma arte muito bonita e intrigante. Muitas pessoas escrevem belas melodias, que conseguem fazer com que milhões de pessoas se emocionem através de suas letras. Robert Smith conseguiu pegar, todo o amargor, dor e a angústia existente dentro dele, juntou ao seu desespero por estar chegando aos trinta anos de idade e misturou tudo, conseguindo assim, atingir de forma majestosa, milhares de pessoas, cujo seus sentimentos estavam caracterizados pelo som triste e belo extraídos do álbum Disintegration.

Disintegration consiste principalmente em faixas sombrias, "Lovesong", "Pictures of You" e "Lullaby" foram igualmente populares para a sua acessibilidade. Smith queria criar um equilíbrio no álbum, incluindo músicas que atuariam como um equilíbrio com aqueles que foram desagradáveis. 



Smith escreveu: "Lovesong" como um presente de casamento para Maria Poole. A canção tinha um humor visivelmente diferente do resto do registro, mas Smith achou que era um componente integral do LP. No disco é visivelmente aparente a presença de um belo humor negro.


Em "Lullaby" a premissa para a canção veio Smith depois de lembrar canções de ninar, que seu pai cantava quando ele não conseguia dormir:

"[My father] would always make them up. There was always a horrible ending. They would be something like 'sleep now, pretty baby or you won't wake up at all.'"


"[Meu pai] sempre fazê-los até Havia sempre um final horrível Eles seriam algo como" dormir agora, bonita. Bebê ou você não vai acordar em tudo. "

O álbum Disintegration foi lançado em maio de 1989 e atingiu um pico de número três no UK Albums Chart, naquele momento a posição mais importante na tabela no Reino Unido. O single "Lullaby" se tornou o mais representativo hit para o The Cure em seu país de origem quando atingiu o número cinco.



 Disintegration recebeu o disco de ouro com 100.000 cópias vendidas na Grã-Bretanha e em 1992 vendeu mais de três milhões cópias no mundo. Rolling Stone deu uma classificação para a capa de três estrelas e meia em cinco. 



sábado, 25 de dezembro de 2010

Appetite for Destruction - Guns N' Roses

Todas vez que paro para escolher o vinil que irei escrever é complicado. Por sorte, sempre tenho o "felling" de pegar aquela obra prima do rock n roll, perdida no meio dos meus discos. O LP que escutaremos hoje, se comparado aos outros ja postados é até rescente, de um grupo que fez a cabeça da galera na década de 80, para ser mais preciso de  1985 em diante.

Appetite for Destruction! Um nome sujestivo não acham?  Bom essa capa é nada mais nada menos, que o icônico primeiro álbum da banda, que todos nós conhecemos, Guns N' Roses.  Para muitos que não sabem, o Guns é uma banda formada em Los Angeles, na Califórnia, cujo estilo veio do hardrock. Vindo de uma junção de pequenas bandas o Guns, mesmo com dificuldades no ínicio conseguiu conquistar o seu espaço no hall of fame do rock!

Nos anos  80, o rock já não era o mesmo, os clássicos ainda estavam tocando e se formos parar pra pensar, a galera tinha um gosto muito complicado de se agradar.  É dentro desse contexto complexo, que viviam os futuros membros do Guns.

Em meados de  85, Axl Rose o vocalista e co-fundador da banda,  vivia na Califórnia, mais precisamente em Los Angeles. Ele e seu amigo de infância o guitarrisa Izzy Stradlin, tocavam numa banda chamada Rose, que logo mudara o nome para Hollywood Rose. O grupo além dos dois contava com, Markws Gosbon na guitarra, Rick Holland no baixo e Johnny Kreiss na batera. Essa formação teve uma pequena vizibilidade, nos subúrbios de LA,  por causa das músicas "My Way, Your Way" (Anything Goes), "Wreckless" (Reckless Life) e "Shadow Of Your Love, que futuramente seriam tocadas pelo prórprio Guns.

Com seu encerramento na virada de 84/85, Axl e Izzy se juntaram a ex-membros de uma outra banda também dissolvida a L.A Guns, que posuia Tracii Guns na guitarra solo, Ole Beich no baixo e Robbie Gardner na bateria. A partir daí, juntados os componentes e os nomes, estava a primeira formação do Guns N' Roses!

Bem essa foramção só se apresentou uma única vez em 1985, pois logo depois Ole Beich foi substituído por Duff McKagan.   O grupo se apresentou até a metade do ano, quando sofreu uma nova mudança, pois Tracii e Robbie saíram. Duff McKagan convidou seus antigos parceiros de Road Crew, o guitarrista inglês Slash e o baterista Steven Adler.

Estava então nascido de vez a principal formação do Guns N' Roses. Cujo nós todos tivemos o prazer de ver e escutar nos anos seguintes.

"As armas são para dizer que lutamos e as rosas para dizer que vencemos"  -  Axl Rose

Nunca é fácil o ínicio de uma banda, dificuldades sempre estam presentes. E foi com esses entraves, que o Guns passou na sua primeira turnê de estréia, denominada de Hell Tour. Pois é! Como eu disse, problemas a caminho, a turnê que teria seu ínicio em Seattle, foi um fracasso. No caminho de L.A para Seattle a van da banda quebrou obrigando e deixando-os parados no meio da estrada.

THE FUCK ROAD TRIP! Na espera de dois dias por uma carona o grupo perdeu seu primeiro show, tendo sua turnê cancelada. Se não bastasse todos os problemas, tiveram que vender metade dos equipamentos para poder voltar para casa.

Bem, acho que ja me extendi demais! Acontece, pois são histórias realmente interessantes. Voltando ao nosso foco, que é o vinil, o Guns N' Roses anos antes de lançar o LP, gravou um EP independente chamado de Live?*@ Live a Suicide. EP é um mini-álbum, considerado assim por ter poucas músicas e pouco tempo de duração.

Por sorte o EP, caiu nas mãos da gravadora Geffen Records, que decidiu assinar um contrato com a banda.

Naquele momento já encaminhados o grupo deu inicio as gravações do álbum Appetite for Destruction em 1987, sendo lançado no dia 21 de Julho do mesmo ano. Mesmo sendo bem recebido pela crítica, o LP não estava tendo sucesso nas vendas. Só quase um ano depois, quando a música "Welcome To The Jungle" começou a passar na MTV, que a capa conseguiu seu esperado sucesso. Outras músicas que alavancaram o LP foram "Sweet Child o Mine" e "Paradaise City", que também ficaram no topo das paradas na época. Em 1988 a capa chegou ao todo da Billboard 200, em 50 semanas.

Curiosidades: A capa deste vinil é mais que alucinante. Na época sua versão original foi censurada nos EUA e em outras partes do mundo, pois foi considerada muito agressiva para as mulheres e obscena. Realmente o rock in roll é proibido e obsceno, então para nós amantes dele, essa capa  é perfeita! A frende do disco possuia uma mulher que tinha acabado de estuprada, por um robô, enquanto ele estava prestes a ser atacado por uma máquina robótica vingadora.  No Brasil não foi censurada! Apenas teve menor circulação. Para substituir-la, foi colocada no seu lugar uma capa, que possuia um cruxifixo, onde foram feitas caricaturas dos integrantes da banda como caveiras. Inclusive é uma tatuagem que Axl tem no ante braço!

Bem uma coisa engraçada que descobri desse vinil é que ele tem algumas curiosidades relevantes como, na música "Rocket Queem", onde foram adicionados gemidos na gravação. Sendo que esse gemidos foram de uma relação sexual entre Axel, e a então na época namorada de Steven Adler. Viajem né!

A melhor fase de uma banda. É essa a única coisa que posso expor desse LP, pois sem dúvida ele é o melhor que o Guns já produziu, na melhor época de uma banda, que estava em total produção, onde 18 horas diárias de gravação eram  poucas. Sem contar, que eles estavam naquela leve rotina de Sexo, Drugs and Rock n' Roll. Toques especiais em cada música, com riffs clássicos e grandes arranjos de base e solo. E não podendo esquecer da voz no seu melhor tom do vocalista Axl, que naquela época estourava, com sua voz picante que alucinava multidões.

Appetite for Destruction é o disco de estréia mais vendido da história, com cerca de 40 milhões de cópias no mundo todo e 18 milhões nos Estados Unidos. Este álbum está na lista dos 299 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Foi após dele, que o Guns N'  Rose conseguiu a visibilidade esperada, assim começando a abri grande show de banda como Rolling Stones, Iggy Pop entre outros. Daí para o mundo foi um pulo.





terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Pearl" da Rainha do Blues - Janis Joplin

Olha o que mais me deixa mais facinado nos vinis é a vibração e a sonoridade que as músicas passam quando escuto na minha vitrola, mas com o passar desse longo ano, percebi que realmente fico mais alucinado com a história que cada LP possui. A capa que escutaremos hoje, é uma pérola do rock, da como ela se intitulava, a "maior cantora de blues do mundo", Janis Joplin. Pearl, talvez o vinil mais importante para Janis, é o primeiro álbum após sua morte prematura por overdose em 1970.

Pearl era o apelido para "a prostituta hiperativa bêbada boca suja sempre curtindo, trepando com qualquer um, subindo e descendo chapada", que vivia dentro de Janis. Esse era o seu perigoso alter ego.

Pegar esse vinil nas mãos e fechar os olhos é sentir todo o calor, fúria, loucura e intensidade, que
Janis Joplin colocara nele. Apesar de morrer antes de ver seu albúm pronto, Joplin estava exitada para seu lançamento, pois sabia que tinha tudo para que ele desse certo. Considerava a Full Tilt Boogie Band a melhor banda que já tivera e não era só isso, seu novo produtor, Paul Rothchild, era o produtor do álbum Light My Fire, do Doors, além de vários outros marcos do rock.

Fica o pensamento! Por que ela logo agora ela morrera de overdose? Lógico que não é uma escolha, mas para quem vive acima da média da vida, do comum, a morte assim como vida é uma constante realidade. Entender o que passa na cabeça de uma estrela, uma musa de alma quente do rock é dificil, mas aceitar é facil. Ninguém melhor que Janis, para fazer vocês entenderem o que ela pensava.

"Se você tiver hoje, não vai querer amanha, bicho.
Porque não precisa mais. Então, na realidade,
como descobrimos a toda hora, o amanhã nunca acontece, bicho.
É sempre a mesma merda de dia todo dia, cara!"
- Janis para sua platei em Calgay, 4 de julho de 1970.

Para Janis o importante era viver, se morrer era algo já previsto, então vamos viver pra caramba, para como se fossemos morrer amanhã. Não deixando nossas vidas virarem como seu pai dizia "a Grande Fraude do Sábado a Noite". " Os homens se matam de trabalhar  a semana toda para ser divertirem na noite do sábado, o que nunca acontecia de verdade. Ele ensinaria bem a lição para à sua filha mais velha."


O que influenciou infelizmente a morte prematura de Janis, em contra partida a sua alegria foi Pearl, que por causa das grandes expectativas de todos, ela se sentia sob muita pressão para fazer o melhor trabalho, que todos esperavam. De fato ela fez, porém, isso custou sua vida, Janis voltou a usar bastante Heroína, que rapidamente causou sua ruína.

Pouco tempo depois de começar as gravações do seu novo álbum, Jimi Hendrix morreu em Londres. "Mas pelo amor de Deus", disse ela ao ouvir as notícias. "Não posso dizer que fiquei chocada, não fiquei!" Janis, como ninguém, ainda conseguiu ver o lado positivo da situação. "Isso acaba diminuindo minhas chances",insistiu. "Dois atros do rock não podem morrer no mesmo ano."

Mas não só o uso de heroína estava relacionado ao seu álbum, como também ao seus instavéis relacionamentos. Naquele período ela estava noiva de um calouro a traficante, herdeiro de uma fabrica de sabonetes dos pais, Seth Morgan. Mesmo ele morando em São Francisco e ela em Los Angeles, eles ainda conseguiam ter muitos desentendimentos, ajudando na instabilidade dela. Fora esses problemas "Pearl" (Janis), tinha ficado hospedada em Hollywood, no hotel Landmark, uma antiga galeria de picos, que não era nada convidativo a sobriedade.

Faltava apenas uma música para conclusão de Pearl: Burried Alive in Blues e que, apesar de uma briga no dia anterior com seu noivo, Janis estava animada e queria gravar logo cedo. Seu empresário John Cooke após receber uma ligação de Seth Morgan, querendo saber onde ela estava e depois de ver que, o Porsche dela estava na garagem, resolveu ir até o quarto 105, para ver se estava tudo bem. Ao chegar no quarto primeiramente não notou nada de estranho, mas quando chegou para desligar a televisão ficou paralisado ao ver a perna roxa, que estava entre a cama e a cadeira perto da cabeceira. Circulando a cadeira, ele viu Janis Joplin de calcinha , presa entre a cama e a mesa. A rainha do Blues estava morta ali na sua frente! Janis morreu de overdose de heroína aos 27 anos, na noite do dia 04 de outubro em 1970, tendo sua morte anunciada no dia 05 às 21h10.

Bem não quero mais falar sobre a sua ida para o santuário do rock, pois seu legado é maior que sua própria morte!

Pearl foi lançado em 1971, quatro meses após sua morte e  sem dúvida é um LP carregado de dor, intensidade, amor, e ódio. Ele é realmente um dos melhores álbuns do Rock e do Blues. Em, 2003 o álbum foi classificado número 122 na lista da revista Rolling Stone dos 500 maiores de todos os tempos.

Uma vez Janis disse!

"As pessoas[...] gostam que seus cantores de blues tenham uma vida miserável. Gostam que eles morram no final."

Algumas músicas do LP:










quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

John Lennon & Yoko Ono

Na vida se surpreender com alguma coisa ou com principalmente alguém é normal. Com os vinis é a mesma coisa, conforme vou os conhecendo, vou me surpreendendo.  O vinil que iremos escutar hoje é o Double Fantasy, do lendário ex Beatle John Lennon com sua "mãe" como ele costumava dizer, Yoko Ono.

Para entendermos o contexto  desse álbum  temos que saber de sua essência. O álbum "Double Fantasy" teve seu nome  tirado de um lírio gêmeo espetacular que Lennon viu em uma exposição de flores nas Bermudas.

Bermudas?  Ué, Triangulo das Bermudas? Sim! John Lennon um homem extraordinário que foi, esteve lá.

Lennon vivia numa fase pouco produtiva de sua vida. Um momento do seu melhor estilo pai de família, todos os dias, após seu café da manhã, ele devorava livros a finco e ficava com seu filho Sean, que nascera em 75. 

Passados cinco anos já do seu retiro espiritual no ano de 1980, John, que se sentia distante da sua musa inspiradora Yoko, não conseguia produzir nada e sentia morto no sentido criativo. Nesse período Yoko o evitava cada vez mais.

Em contra partida, para curar seu vício em heroína, mas sem deixar John perceber, Yoko instruiu que, ele passasse 10 dias na sua propriedade em Long Island, afirmando que era para o ex Beatle aprimorar ainda mais o seu desenvolvimento espiritual.  Foi lá que Lennon, tomado pelo voto de silencio que Ono, o mandou  fazer, enquanto estava lá, foi tomado pelo seus antigos sonhos românticos e  resolveu navegar pelo oceano como  seu pai e seu avô fizeram.

Yoko, mesmo sabendo que ele não possuía nenhuma experiência no mar,  ao contrário do que John  achava, não só o apoiou a idéia, como também permitiu que ele decidisse tudo sozinho. O motivo real para Lennon  fazer essa loucura de viajar pro mar mais misterioso do mundo, era que ele precisava desesperadamente de uma carga de aventura mortal que ou seria o fim ou constituiria um verdadeiro renascimento. Na sua despedida ele disse, "Vejo vocês no paraíso!". 

Passados  oito dias sem sinal do Megan Jaye, que era o nome do veleiro de Lennon, Yoko que estava em casa no famoso edifício Dakota, recebou uma ligação do marido, que disse estar  ancorado nas Bermudas e passava bem. 

Pronto John estava renascido! "Eu estava em sintonia com o cosmo, e todas essas músicas surgiram!" Disse ele a Yoko.  
O fruto dessa  história, foi o álbum Double Fantasy, cujo inicio quando John ainda era vivo teve algumas críticas não muito boas, mas que com sua morte ao 40 anos dia 08 de Dezembro de 1980, o LP  subiu rapidamente nas paradas chegando ao primeiro lugar e ganhou o Grammy de Melhor Álbum do Ano. Em 1989, o álbum ficou em #29 na lista da revista Rolling Stone dos 100 melhores álbuns da década de 1980. 

Hoje não colocarei curiosidades, porém a história sobre esse álbum já é uma curiosidade. Músicas como “I’m Losing You”, mostravam como o astro se sentia no momento com sua esposa.

 "Communication's lost. Can't even get you on the telephone. I feel you slipping away",  "You didn't have to tell a white lie. You knew you scored me for life [...] Ain't no doubt about it. I'm losing you."

 Tradução: Perdemos contato./ Nem consigo te fazer atender o telefone. / Sinto como se  você estivesse escapando [...] Você não precisava me contar essa mentira inofensiva. / Você sabia que tinha me ganhado para sempre [...] Não há dúvida. Estou te perdendo.

Mas em "Starting Over", um marido pateticamente esperançoso cantava:

"Our love is still special. Let's take a chance and fly away sowewhere alone [...] When I see you, darling, it's like we both are falling in love again. It'll be just like starting over".

Tradução: Nosso amor ainda é especial. / Vamos aproveitar a chance e voar sozinhos para algum lugar [...] Quando te vejo querida, / é como se estivéssemos nos apaixonando de novo. / Será como começar de novo.

Para finalizar esse texto, tenho só que contar como foi curiosa a escolha desse vinil para escrever hoje. Por acaso é um vinil que só escutei uma vez, e que não pensava em escrever tão cedo. Por acaso ele me veio à cabeça e ontem eu o peguei para escutar. Pois bem quando deu 23h45min de ontem dia 07/12/10 eu comecei a escrever. Deixei para postar só hoje, quando descobri que  fazem 30 anos da morte de John Lennon.
Olha sei que a vida é feita de coincidências, mas assim como Lennon eu ñ acredito no acaso, tudo está ligado de alguma maneira e eu já possuo meu elo com o rock.






quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Easy rider - 1969 (Sem Destino)

Acredito que quando uma pessoa possui uma coleção de discos ela realmente se pergunta: será que vou achar algo mais surpreendente do que antes? A resposta é seca! Sim!
Existem dezenas de filmes antigos considerados marcos do cinema, mas esse filme no qual escutaremos hoje é mais que um clássico. Easy rider um marco do cinema Cult, trouxe consigo, uma nova visão de vida, que abrange a liberdade e a diferença como tema principal.

Para vocês entenderem um pouco essa película, trata da história de dois amigos, que  decidem sair pelo deserto americano, andando em suas motos no melhor estilo chopper, atrás de ação e com o ideal de curtir o Mardi gras, que é o carnaval dos americanos.

Para não contar sobre o filme e não me prolongar irei falar logo da idéia que o filme passa. Ele mostra essa nova maneira de viver que é tão diferente ainda mais para a época, e ainda trata do olhar preconceituoso das pessoas numa sociedade que não aceitava as diferenças. Parte relevante do filme é que ele mostra uma das ondas de ácido, mais pesadas do cinema.  

Foi exatamente esse filme, que ajudou o jovem ator  Jack nicholson na época a se projetar para o cinema, ser relacionado ao cinema cult!
Bem voltando para o nosso foco, que é o vinil, vou falar sobre a trilha sonora. Um LP de respeito para se ter em casa, recheado de boas músicas é uma amostra das milhares essências, que o rock in roll possui. As faixas do disco estão distribuídas de acordo com os acontecimentos do filme. A capa é toda ilustrada e uma das mais bonitas que eu possuo.

Uma trilha sonora perfeita!  Assim que considero totalmente: ROCK IN ROLL!
Bandas como, Steppenwolf, The Byrds, Jimi Hendrix, and Experience, Bob Dylan entre outras! Assim fica difícil não apreciar esse vinil certo? Essa trilha sonora foi tão importante, pois foi ela que criou o hino da maioria dos motoqueiros, com a música "Born to be Wild".

Aqui está à lista das músicas que compõem o LP.

  1. "The Pusher" (Hoyt Axton) – 5:49

  1. "Born to Be Wild" (Mars Bonfire) – 3:37
    • Steppenwolf - Steppenwolf (1968)

  1. "The Weight" (Jaime Robbie Robertson) – 4:29

  1. "Wasn't Born to Follow" (Carole King/Gerry Goffin) – 2:03

  1. "If You Want to Be a Bird (Bird Song)" (Antonia Duren) – 2:35

  1. "Don't Bogart Me" (Elliot Ingber/Larry Wagner) – 3:05

  1. "If 6 Was 9" (Jimi Hendrix) – 5:35

  1. "Kyrie Eleison/Mardi Gras (When the Saints)" (Traditional, arranged by David Axelrod) – 4:00

  1. "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)" (Bob Dylan) – 3:39

  1. "Ballad of Easy Rider" (Roger McGuinn/Bob Dylan) – 2:14
    • Roger McGuinn (1969)
Bom aqui tem o vídeo, onde mostra o  motivo, para entender o porque da música "Born to be Wild" ter sido um marco para os motoqueiros!






quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Secos e Molhados"

Acho que já está mais do que na hora de eu começar a falar dos meus discos nacionais. Eu sou conhecido pelos coroas dos discos, como o garoto dos discos de rock. Procurar LPs é algo engraçado, quanto mais você procura, mais você pode achar algo interessante e diferente.

O vinil no qual escutaremos hoje é "Secos e Molhados", de 1973. Esse LP é  sem dúvida uma obra prima, um clássico, pois ele é rico de elementos, que nutrem muito da identidade musical brasileira, onde o rock entra como precursor de poesias e danças folclóricas dentro de um estilo rico em atitudes.

Um grupo que se enquadra no Glam rock, no qual se apresentava com os rostos  carregados de maquiagem, dentro de uma época pesada no Brasil. A ditadura militar era o entreposto perfeito para uma banda com atitude, e respeito se consagrar. Cantando músicas a favor da liberdade de expressão, contra o racismo e contra guerras, o grupo era composto pelo pitoresco vocalista, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad, também nos vocais e nas violas.

Uma capa que ficou para história! A capa do LP, que foi produzida por um fotógrafo daquela década, foi feita com os integrantes do grupo com suas cabeças numa mesa de café da manhã, cheia de produtos do "secos e molhados", ou seja, produtos de armazém, como broas, linguiças, cebolas, grãos de feijão e um vinho barato. A curiosidade em questão no contesto, que além da capa ser considerada uma das maiores da musica brasileira e do rock latino americano, uma coisa que alguns não sabem é que os integrantes do grupo com fome acabaram comendo todas as comidas que estavam na mesa.

Outra curiosidade do disco é que os produtores acreditavam que seriam vendidos cerca de 1.500 em um ano, mas para surpresa isso foi vendido em uma semana. Naquela época o como mercado vivia numa crise de vinil, para suprir as necessidades de fazer mais LPs dos Secos e Molhados, foram usados discos que não estavam vendendo, para derreter e fazer os outros. O vinil teve a tiragem na época de 800 mil vendas, postumamente foram cerca de 1 milhão de cópias vendidas.

O grupo “Secos e Molhados”, realmente é um grupo no qual tenho orgulho de que seja do meu país, pois eles introduziram ao Brasil numa época de censura, um rock com vertentes de folk, do psicodélico e progressivo, não deixando de ser poético, e folclórico. Um rock genuinamente nacional.

Faixas do LP:




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Crow music"

  Sei que nós somos seres humanos e que é natural evoluirmos, mas o que mais penso ultimamente é como regredimos em certos detalhes. Arquitetura, artes e música. Uns dizem que progredimos nesses pontos, mas na música especialmente no rock está difícil evoluir. Hoje temos dezenas de mega guitarristas, big bateristas, baixistas surreais, mas não conseguimos reproduzir nem um  terço dos anos 60 e 70. 

Nesse fim de semana meu pai me apareceu com uma pérola da história do rock. Quando digo isso, me refiro não aos clássicos, as lendas, mas ao bom e verdadeiro "ROCK"! Aquele com motoqueiros loucos, que rodavam as estradas escutando o melhor do hard-rock, misturado com aquele blues norte americano. Temos que admitir que nesse detalhe eles saibam ser os melhores.

A banda que iremos escutar hoje é a Crow ou corvo em português, que foi um grupo formado em Minneapolis no ano de  67. Eu particularmente não conhecia, mesmo escutando vários outro tipos de bandas das antigas e boas.  

Bem vou ser breve não vou encher mais linguiça, o nome do LP é Crow Music de 1969 o segundo disco do grupo. Vejam bem a foto da capa e reparem nos detalhes bem rock, tipo hells angels, irado. Não tenho muitas curiosidades maneiras para  falar hoje, a unica coisa que digo para vocês, que me escutam é que devem escutar essa banda. 

Além do show de capa e contra capa, o vinil e recheado de ótimas músicas no estilo, na mimha opinição único, chamado rock and roll. O vocalista David Wagner tem uma voz marcante e se enquadra perfeitamente no estilo.  A música mais famosa do grupo é "Evil Woman (Don’t Play Your Games With Me)", que está presente no disco, além desse disco ser uma versão rara, incluindo às músicas, Cottage Cheese e Slow Down, ambas pedradas do rock.

Se quizerem escutar essa preciosidade ai está o link:




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"O primeiro"

Meedle

Quando a vida quer algo para nós, tudo conspira  favor.  Falo isso, pois com minha coleção de discos foi assim. Apesar de sofrer muita influencia de amigos para  que começasse a  colecionar lps eu era preguiçoso e não tomava nenhuma iniciativa de  iniciar a coleção de vinis. Sem querer, em um almoço casual, apareceu um disco, que nem para mim era. Por sorte eu estava no lugar certo na hora certa, que o vinil do Meedle do Pink Flody, um clássico apareceu perdido. 

Não me contive  e acabei comprando o vinil e começando um novo vicio. Mesmo sem possuir vitrola fiquei animadissimo, pensando em escuta-lo o mais breve possivel.  O mais engraçado eu com o disco na uruguaina no mesmo dia rodando, quando resolvi parar pra olhar o disco. Foi só eu tira-lo do embrulho que, um cara louco ja me veio perguntando quanto eu queria nele. Eu que não sou bobo nem nada, não vendi e estou feliz com ele até hoje. 

Escutar esse disco é transcender em um rock progressivo de altíssima qualidade, na minha opinião esse é o melhor disco do Pink, onde eles mostram uma perfeita harmonia do grupo inteiro.  
Eu concordo plenamento com o que o próprimo David Gilmour, do Pink falou "Meddle está entre os meus favoritos. Para mim foi o princípio da caminhada dos Pink Floyd".

É lindo escutar o momento final da música Fearless, no qual a torcida do Liverpool cantando "You'll never walk alone", que deixa qualquer um arrepiado ao escutar. Outra música que é de pirar o cabeção é a ultima do álbum, Echoes, tem se sincroniza com a parte final do filme de Stanley Kubrick de 1968: "2001: Um odisséia no espaço". 

Realmente é válido comentar desse vinil, e me orgulhar por ter sido escolhido por ele, para ser o meu primeiro disco. 

A indagação maior está na capa! Na qual quem ve não consegue entender o que realmente é a imagem que ela possui, uma orelha, um nariz, uma viajem? Na verdade acho que cabe cada um ter sua própria interpretação.



Um outro detalhe que me deixa intrigado é a semelhança entre guitarrista David Gilmour e o Leoardo Dicaprio. Na foto ele  é o terceiro da esquerda pra direita e segunda da direita pra esquerda.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Let There Be Rock


Hoje mais uma das minhas histórias, que parecem muito com o rock, sempre imprevisível! O disco no qual irei falar hoje é uma preciosidade  do Rock in Roll.

É comum no meu cotidiano, sair do estágio no centro do Rio e ir caminhando para as barcas. Meti-me nessa vida de colecionar discos após muita persistência de alguns amigos. Foi depois de um almoço que conheci a vontade da minha mais nova coleção.

Depois desse dia  minhas caminhadas para as barcas, não foram mais as mesmas. Agora o comum é eu perder pelo menos meia hora,  sentado com os coroas, que vendem vinis ali no centro. Ficar conversando com senhores de mais de 60 anos, tem sido muito instrutivo, pois com eles além de falar de discos e músicas, falamos  também de cenários no qual eu não pude viver.

Então para não enrolar muito vou falar logo do vinil. Eu  sempre gostei muito da banda ACDC, primeiro por que ela é uma das  maiores da história do rock e segundo devido ao  seu estilo,  que deixa qualquer um pra cima. Mais  uma vez eu na minha rotina despretensiosa de passar pelo "coroa dos discos",  acabei comprando  mais um disco, que nunca nem ouvido falar. Acho que eu o levei para casa mais pela capa peculiar, que ele tem!



Essa capa mostrada na foto é da banda Slaughter, cujo grupo foi formado em Las Vegas em 90, que tem como estilo o Heavy Metal. Dentro dela estava nada mais nada menos que o álbum clássico "Let There Be Rock".  Em falar em Heavy Metal, esse estilo foi dado  ao  ACDC no qual disse que seu real estilo era "ROCK IN ROLL".

Com certeza um dos melhores vinis que eu tenho, onde conseguimos unir a voz marcante do vocalista Bon Scott e os Riffs intensos do guitarrista Angus Young! Além de ser o ultimo disco com o vocalista,  o LP tem às últimas aparições do baixista Marck Evans.
Ainda estou na procura dessa capa, mas ao menos eu tenho esse LP que veio para mim eu  não o escolhi. O melhor de tudo é saber quanta sorte eu tenho com o rock!