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terça-feira, 7 de junho de 2011

Mamonas Assassinas - 1995

 Hoje a nossa viajem no paraíso musical será por terras muito puras e engraçadas. O fato a ser ressaltado, que esse disco foi  adquirido em mais um dia de minhas investidas, para comprar vinis nas ruas do centro do Rio. Eu sempre com o intuito de LPs de bandas mundialmente famosas,  mas nunca descartando as outras possibilidades, tão clássicas quantos as internacionais. Estava revirando tudo, quando vi a capa do vinil do Mamonas, novinha perdida por ali. Engraçado nesse dia eu já tinha comprado quatro discos, e ganhei um de brinde. Final feliz para quem merece ser feliz. O vinil que escutaremos hoje, é uma marco do rock cômico, da alegria de uma geração e  que sempre faz todos sorrirem  o Mamonas Assassinas 1995.

Para fazer vocês começarem a viajar no meu Delorean da música! Mamonas Assassinas - Chopis Centis

Essa banda mostrou com sua história que as vezes ser engraçado e gozador é a solução dos problemas. Com o nome intitulado de Utopia, os futuros integrantes do Mamonas eram mais que sérios ao fazer seus covers de bandas como Rush, Titãs, Os Paralamas do Sucesso e o  Legião Urbana. Bento Hinoto (guitarra/violão) e os irmãos Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria), todos jovens músicos de Guarulhos SP, não poderiam prever que faltava apenas um elemento para equilibrar e elevar a alma deles. O nome desse elemento é de Alecsander Alves Leite, ou como todos nós conhecemos Dinho.

A vida nos faz passar por várias situações engraçadas e inusitadas. Foi numa delas, durante um show em 90, que  a banda Utopia acabou mudando seu futuro. Durante o show por causa da galera assistia que queria que o grupo cantasse musicas do Guns in Roses e como nenhum deles sabia, decidiram pedir ajuda ao público. Com um pulo do gato o jovem garoto ainda desconhecido Dinho, pegou o microfone e começou a cantar. O inusitado é que Dinho não sabia cantar nenhuma do Guns, porém isso não o impediria de agradar a galera. Dinho começou a fazer palhaçadas enlouquecido no palco animando a todos que estavam por ali. Bastou um momento para a banda perceber que tinham uma estrela em suas mãos.

Logo depois de assumir o novo cargo Dinho trouxe para a banda o tecladista Júlio Rasec. O Utopia estava com força total começaram a tocar na periferia de São Paulo, fazendo uma série de shows. Ainda nessa época pré Mamonas eles ainda gravaram um disco relíquia, que vendeu menos que 100 cópias na época. O que eles percebiam a cada show que faziam, era que as brincadeira e as paródias  das músicas feitas nas gravações dariam certo e aos poucos foram sendo lançadas nos shows. Elas estavam fazendo mais sucesso do que seus covers com seriedade.

Mas foi após um show em Garulhos  que eles conheceram o produtor Rick Bonadino, (o mesmo empresário do Charlie Brown Jr), que tinha gostado muito do show irreverente e diferente que a banda Utopia estava começando a fazer. Logo após isso eles gravaram duas músicas, que são duais grandes marcas do Mamonas Assassinas, as músicas Robocop Gay e Pelados em Santos. Esse foi o suficiente para banda mudar de vez seu perfil e ir atrás do seu lugar na história do rock brasileiro. Após isso a grupo mudou o nome para "Mamonas Assassinas do Espaço", ideia de Samuel Reoli, que seria reduzido para Mamonas Assassinas.

O grupo enviou fitas com as músicas Robocop Gay, Pelados em Santos e a canção "Jumento Clandestino", para algumas gravadoras incluindo Sony Music e EMI.  Vale lembrar que eles, conseguiram o contrato graças ao baterista da banda Baba Cósmica, João Augusto Soares, que insistiu para que contratassem a banda, ele era filho do diretor artístico da EMI.

Bom já que fizemos um breve conhecimento sobre a banda, acho que podemos viajar no disco. Meu Deus o que dizer dele? Para começar, tenho que lembrar que ele fez parte de minha infância nos anos 90. Eu não possuía o disco,  mas sempre levava sua fita para onde eu fosse. Músicas para todas as idades, melodias, engraçadas, puras mesmo com malícia.






O disco foi lançado em 1995, foi o primeiro e único enquano a banda estava viva, sozinho ele conseguiu receber o cerficado de Disco de Diamante com cerca de 3 milhões de cópias vendidas. Um LP carregado de gêneros, onde vemos o punk rock, misturado com  influências de gêneros populares, tais como forró, sertanejo, ditados populares, cantigas infantis, rock progressivo e metal. Uma mistureba boa, numa época onde e o rock já não tinha tanta força.

Quase todas as músicas contidas nesse LP, são paródias,satíricas de músicas, filmes, ou personalidades da época. Por exemplo a música a primeira música "1406", refere-se a um telefone de compras, o (011)1406, que era de um famoso canal de televendas na primeira metade dos anos 90, o Grupo Imagem.

A famosa música  "Chopis Centis", tem uma introdução talvez um pouco conhecida ne? Isso porque ela é uma paródia da música "Should I stay or should I go" de uma mais representativas bandas de rock o The Clash.

Bem o álbum todo é com paródias e brincadeiras, mas para não ser tediante vou mostrar apenas algumas que achei mais engraçadas e bem boladas.

Na música "Uma Arlinda Mulher" refere-se ao filme Uma Linda Mulher, estrelado por Julia Roberts. Quanto à estrutura musical, faz-se forte alusão às canções Fake Plastic Trees (1995) e Creep (1993), ambas do grupo inglês Radiohead. Além disso, o tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior, o que daria origem também à vinheta Belchi.

Outra que peguei e achei muito interessante é a canção, "Cabeça de Bagre II"  baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. Seu título é a paródia de Cabeça Dinossauro, álbum dos Titãs. Nela, um de seus solos de guitarra é uma referência à risada do Pica-Pau, e um dos riffs principais é Baby Elephant Walk (O Passo do Elefantinho), trilha infantil composta pelo músico estadunidense Henry Mancini que nos tempos Jovem Guarda ganhou versão brasileira e se popularizou através do Trio Esperança.

Se não uma das mais importantes canções, para a fama do grupo, a música "Robocop Gay" é uma homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, com ligação ao personagem do ator Peter Weller, o Robocop. Versões ao vivo da música contavam com o "Melô do Piripiri", da cantora Gretchen. Foi a primeira música da banda a fazer parte da trilha sonora de uma telenovela brasileira: Caminhos do Coração, exibida pela Rede Record em 2007/2008.

É mais uma banda que sempre deixa muitas saudades, um orgulho para o rock do anos 90 nacional, algo que não é facil de se ver na história do rock. Só teremos lembraças boas de caras como os do Mamonas.




terça-feira, 19 de abril de 2011

The Song Remanins the Same - Led Zeppelin

Queridos ouvintes a vitrolaviva está de volta! E para embalar nosso encontro, ai está à música tema do nome do vinil e do filme que irei falar hoje ---->  The Song Remains the Same  


O dia que comprei esse disco foi engraçado. Estávamos no centro do Rio de bobeira resolvendo pendências. Sem dinheiro, sem objetivo nas minhas caminhadas, ali pelo largo da carioca. Quando eu e Mari saímos para comprar uma água, que eu o avistei de longe. Só conseguia ver que estava escrito LED ZEPPELIN. Sai correndo o peguei em minhas mãos e não acreditei, perguntei a vendedora quanto custava e ela sorriu. Bastou o sorriso dela para eu entender, que ele era meu. Meu primeiro disco do Led. 

O vinil que iremos escutar hoje é  o famoso álbum do filme The Song Remains the Same, da banda mais perfeita de todos os tempos o Led Zeppelin. Nossa viajem  será além da sonora, cinematográfica, pois para sabermos sobre esse disco precisamos acompanhar a histólria do filme.

Falar do Led é simplesmente declamar uma poesia, louca e instigante até seu fim, que geralmente é breve.
Uma banda que possui como mentor e líder, um dos maiores guitarristas da história, cuja mil e umas faces de seu estilo, me fazem defini-lo como um guitarrista perfeito. Em 1966 começava a carreira de Patrick James Page, imortalizado como "Jimmy Page". Ele tocou nos The Yardbirds de 66 até 68, com outra lenda do rock, que hoje é considerado pela Rolling Stones o 14º dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, o polêmico Jeff Beck. No inicio Page começou tocando baixo no grupo, mas logo mudou para guitarra onde ficou, junto nos arranjos com Beck. Na banda eles tocavam muito blues, que naquela época era a grande influencia da maioria dos guitarristas.

O ano era 68 e Jeff Beck  já havia saído dos The Yardrdbirds, o último concerto do grupo tinha sido em julho daquele ano em Bedfordshire, na Inglaterra. Para finalizar os compromissos da banda, Page e o baixista e tecladista Chris Dreja,  foram autorizados pelos antigos membros a usar o nome conjunto, pois precisavam acabar com os compromissos que tinham restado da última turnê.

Page e Dreja, que estavam começando uma nova fase musical, pretendiam criar um novo e super grupo. Outro motivo para a nova banda era de acabar com as pendências do antigo contrato do Yardbirds. Eles chamaram o vocalista, Terry Reid, mas o ele recusou. Graças a nossa boa sorte ele indicou ninguém mais, ninguém menos que, Roberth Plant, cujo trabalho na época já tinha um bom reconhecimento dentro da cena britânica. Na época Plant liderava a banda Band of Joy, desde 65. Quando recebeu o convite ele sugeriu o baterista de sua banda, John_Bonham.  Boham  posteriormente também se mostrou uma referência no que fazia. Ele é considerado um marco para a história da bateria, lembrado até hoje por muitos. Quando Dreja saiu da banda, para se tornar fotógrafo,  incentivado pela sua esposa John Paul Jones,  procurou Page, para tentar ganhar o cargo dentro do grupo. Os dois já se conheciam de terem atuados juntos como músicos de estúdio.

Antes de se tornarem o Led Zeppelin, o grupo ainda se apresentou em uma série de shows na Escandinávia, como os The New Yardbirds, para concluir o contrato. Desde então estava formada  a banda perfeita! Page, Plant, Bonham e Jones  nunca se separaram, eram maravilhosos no que faziam e com a idéia de Keith Moon e John Entwistle arrumaram o nome perfeito. Os dois falaram de um "supergrupo", com Page e Jeff (que era a ideia primordial para o guitarrista), cairia como um "balão de chumbo" (do inglês "lead zeppelin"). A palavra "lead" é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como "lid", que lhe daria outro significado).



É ótimo poder comentar de um momento tão importante para essa banda, o senário era perfeito, o rock, as drogas e lógico, as pessoas formavam a climatização ideal para o auge do grupo. No final do ano de 1969 o Led já estava pensando em fazer gravações de um show , um filme documentário feito pela banda.  O quinto elemento do grupo o empresário da banda, Peter Grant considerava, que o Led ficaria melhor nas telonas, do que na televisão, tudo isso devido à tamanha qualidade do som, que eles apresentavam naquela naquele periodo. A primeira tentativa aconteceu dia 9 de janeiro de 1970, no Royal Abert Hall, e foi ruim, pois estava com uma iluminação detestável. Já em 1973, quando eles estavam numa turnê pelos Estados Unidos, Grant fez contato com o diretor e escritor, Joe Massot.

Massot que já era conhecido de Page, por terem sido vizinhos, tinha dirigido anteriormente o filme Wonderwall. Joe Massot montou rapidamente uma equipe e no final da turnê, depois de um show em Baltimore, o Led Zeppelin se apresentou, com três concertos no Madison Square Garden, nos dias 27,28 e 29 de julho de 1973. Com essa brincadeira foram gastos nos EUA, 85 mil.

O álbum queridos ouvintes foi lançado em um período diferente do lançamento do filme, três anos depois em 76.  A capa é com uma ilustração de um cinema em ruínas, localizada na Old Street film studios em Londres. Era lá onde o Led se reunia para fazer os ensaios para turnê de 73. Algumas músicas encontradas tanto no álbum, quanto o filme, como "The Ocean" e "Misty Mountain Hop", foram tiradas de outras apresentações.

As curiosidades, que envolvem a obra The Song Remains the Same são loucas, no filme tem uma discussão no backstage, entre Grant e o promotor do show, por terem pessoas vendendo coisas da banda sem permissão. Outra maluquice são cenas de policiais correndo atrás de um cara pelado de meias. No filme ainda tem umas sequencias de fantasias de cada membro do Led, mostrando suas ideias e desejos, como por exemplo:

 Robert Plant na sua fantasia é visto, como um cavaleiro salvando uma donzela, que é a representação simbólica de sua visão do ideal,  de sua busca pessoa para o  Santo Graal.  As cenas de lutas com espadas foram gravadas no País de Gales, no Raglan Castle. Enquanto as no cavalo foram rodadas na costa oeste de Gales em Aberdyfi.  A músicas envolvidas são "The Song Remains the Same" e "The Rain Song".

Tanto o filme, quanto o álbum são maravilhosos, com aquela sonoridade perfeita do Led Zeppelin,  que todos nós fãs do bom e velho rock conhecemos. Mesmo o filme não tendo boas críticas de meio jornalístico, as bilheterias mostraram que foi bem aceito pelo grande público, que totalizou nos EUA, aproximadamente 10 milhões de dólares em 77. O álbum também teve duras críticas, pois devido à demora de seu lançamento, e dele não ser ao vivo do mesmo show. Mesmo com críticas contra ele, para o Led sucesso é algo normal. Esse LP, diga-se de passagem, é de respeito e vale a pena se ter, pois ele tem as melhores das melhores então mesmo não sendo como os críticos queriam, para nós está ótimo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Kurtis Blow

Aí está a primeira música do LP para vocês irem curtindo enquanto leêm!


Curiosidade, se pararmos para pensar pode ser uma coisa boa, ou ruim, mas graças a minha grande sorte, foi ela que me fez chegar à raridade que iremos escutar hoje. Não adianta ir com pré-conceitos na hora de comprar um LP,  estar com algo em mente na hora da compra é ótimo, mas olhar aquela pilha dos discos baratinhos é essencial.

Foi olhando uma dessas pilhas de discos baratos, que eu fiquei intrigado com uma capa, ela me parecia ser  de rap ou de hip hop, ou melhor, dizendo, talvez  os dois juntos. O vinil que escutaremos é um marco na história da música. Com o nome intitulado de Kurtis Blow, apresento para vocês hoje o cara que, é um dos mais influentes do rap, além de ser um dos pioneiros no estilo hip hop  no mundo.

Pai de um estilo diferenciado para sua época, Blow conseguia em suas canções unir dança e rimas. Sua música se caracteriza pela batida disco, com fortes instrumentais como guitarras e percussão, unidas com a rima rap. O estilo que fez sucesso nos anos 80 consegue fazer qualquer um dançar e ficar mais leve ao escutar seu belo som. Pode ser dito que ele tem um estilo próprio, cuja denominação poderia ser "rap rock".

Nascido no Harlem, Nova Iorque, Kurtis deu inicio a sua carreira musical bem novo, quando ainda estava  na High Scool, com 13 anos ele já agitava como na escola como DJ e usava carteira de identidade falsa para ir a clubs da noite de NY, onde ele podia ouvir os DJs da época. Influenciado pelo então criador do termo hip hop, o disc-jóquei DJ Hollywood, em meados dos anos 70, começou uma carreira de DJ, se tornou "Kool DJ Kurt". Nesta época estava unido a um grupo de promotores de festas, que se chamava The Force, que tiveram grandes influencias, para esse período de sua vida.

Em 1979 foi um ano importante na carreira de Kurtis, com 19 anos ele se tornou o primeiro rapper a assinar com uma grande gravadora, a Mercury.  Um negro elegante, com um som dançante, sofisticado e diferente, uma música que não esquecia das origens da periferia e se enquadrava perfeitamente como uma nova vertente do soul. Blow foi o primeiro rapper a fazer músicas falando de política!

Já que agora todos já conhecem a história do nosso artista. Vamos  voltar para o LP.
 O vinil é maravilho, uma voz calma, uma batida alegre, o som do público cantando, conversando e interagindo com Blow, de fazer a sala de a minha casa parecer, com aquele programa clássico dos anos 70, Soul Train. Nele nos encontramos músicas famosas e de grande impacto tocadas até hoje como, “The Breaks” e “Christmas Rappin". The Breaks é considerado o maior sucesso do cantor, pois foi contemplada com certificado de ouro de som rap e até hoje é cantada por muitos rappers, tendo ela sido regravada e diversas vezes. 

Kurtis Blow pode ser considerado um líder para uma geração emergente de rappers com o sentido da rua, a crítica social, comercial e racial contra as diferenças existentes até hoje e principalmente no antigo Harlem de 1980.  O homem que vocês, meus queridos ouvintes estão conhecendo é uma lenda viva do hip hop, cujo trabalho conseguiu moldar os maiores como: Rum DMC, Fat Boys, entre outros que foram produzidos ou trabalharam com Blow, nomes como Love Bug Starski, Sweet Pó, Dr. Jekull e Mr. Hyde, Full Forece, Russell Simmons e Wycled Jean.









domingo, 30 de janeiro de 2011

The Cure - Disintegration

Ao me deparar com minha pilha de vinis, sempre tenho dificuldade de escolher qual som colocarei para escutarmos. Não me basta só ouvir o LP, mas também senti-lo, para assim poder transmitir toda sua força e vitalidade. Fiquei quase um mês tentando achar o disco ideal, porém por sorte nem sempre é do ideal que precisamos. Uma banda imperfeita, mas que com essa característica conseguiu ganhar o mundo e milhares de fãs.

O ano certo era 1976, eles eram um pequeno grupo de quatro jovens ingleses, que viviam numa época onde o punk rock era maior força de expressão, mas que tinham uma proposta de misturá-lo com rock psicodélico dos anos 60.

Com o nome do grupo denominado de "Malice" o vocalista Robert Smith, ao lado do guitarrista Porl Thompson, do baterista (e depois tecladista) Laurence ‘Lol’ Tolhurst e do baixista Michael Dempsey formaram a banda que seria a semente do The Cure.

Em apenas alguns meses depois, já em 1977 o nome da banda muda para Easy Cure. No meio do ano de 1978, após a um rompimento com uma gravadora e com ascensão de um novo empresário, Porl Thompson deixa a banda, com Robert Smith assumindo as guitarras.

Agora como um trio o grupo muda de nome pela última vez, para se tornar futuramente a famosa com dez discos lançados e pouco mais de 30 anos de estrada a banda "The Cure".

Bom meus queridos ouvintes vou ter que dar um breve pulo na linha do tempo dessa banda, pois o que estamos realmente a fim de escutar aqui é o oitavo, e mais importante disco do The Cure, "Disintegration" de 1989. Data que muitos de nós inclusive eu estavam nascendo.


Disintegration foi lançado em uma época muito complicada para o vocalista e principal peça da banda, Robert Smith, pois ele estava para completar seus vinte e nove invernos frios, faltando apenas um ano para seus trinta anos, sua cabeça parecia um turbilhão de gritos, que o faziam passar, por uma fase mais introspectiva. O cenário até era favorável para a banda, mas que não agradava o vocalista causado pelo título de banda pop. Devido a essa popularidade, Smith teve lapsos que o jogaram novamente as drogas alucinógenas, sendo que as mesmas tiveram grande influencia no álbum.


De fato o LP é pesado, introspectivo, melancólico entre outros adjetivos adjacentes de sombriedade. Uma música suícida! Bom talvez para muitos, algo depressivo, mas para outros, real e até espiritual. Essa era a missão na cabeça de Smith ao trabalhar pesadas horas para realização desse álbum.

Além de toda essa climatização na época, o The Cure tinham constantes desentendimentos, pois durantes as gravações do LP, Laurence Tolhusrt foi afastado da banda, devido a problemas com alcoolismo e pouca contribuição ao grupo.

Fazer música é uma arte muito bonita e intrigante. Muitas pessoas escrevem belas melodias, que conseguem fazer com que milhões de pessoas se emocionem através de suas letras. Robert Smith conseguiu pegar, todo o amargor, dor e a angústia existente dentro dele, juntou ao seu desespero por estar chegando aos trinta anos de idade e misturou tudo, conseguindo assim, atingir de forma majestosa, milhares de pessoas, cujo seus sentimentos estavam caracterizados pelo som triste e belo extraídos do álbum Disintegration.

Disintegration consiste principalmente em faixas sombrias, "Lovesong", "Pictures of You" e "Lullaby" foram igualmente populares para a sua acessibilidade. Smith queria criar um equilíbrio no álbum, incluindo músicas que atuariam como um equilíbrio com aqueles que foram desagradáveis. 



Smith escreveu: "Lovesong" como um presente de casamento para Maria Poole. A canção tinha um humor visivelmente diferente do resto do registro, mas Smith achou que era um componente integral do LP. No disco é visivelmente aparente a presença de um belo humor negro.


Em "Lullaby" a premissa para a canção veio Smith depois de lembrar canções de ninar, que seu pai cantava quando ele não conseguia dormir:

"[My father] would always make them up. There was always a horrible ending. They would be something like 'sleep now, pretty baby or you won't wake up at all.'"


"[Meu pai] sempre fazê-los até Havia sempre um final horrível Eles seriam algo como" dormir agora, bonita. Bebê ou você não vai acordar em tudo. "

O álbum Disintegration foi lançado em maio de 1989 e atingiu um pico de número três no UK Albums Chart, naquele momento a posição mais importante na tabela no Reino Unido. O single "Lullaby" se tornou o mais representativo hit para o The Cure em seu país de origem quando atingiu o número cinco.



 Disintegration recebeu o disco de ouro com 100.000 cópias vendidas na Grã-Bretanha e em 1992 vendeu mais de três milhões cópias no mundo. Rolling Stone deu uma classificação para a capa de três estrelas e meia em cinco. 



sábado, 25 de dezembro de 2010

Appetite for Destruction - Guns N' Roses

Todas vez que paro para escolher o vinil que irei escrever é complicado. Por sorte, sempre tenho o "felling" de pegar aquela obra prima do rock n roll, perdida no meio dos meus discos. O LP que escutaremos hoje, se comparado aos outros ja postados é até rescente, de um grupo que fez a cabeça da galera na década de 80, para ser mais preciso de  1985 em diante.

Appetite for Destruction! Um nome sujestivo não acham?  Bom essa capa é nada mais nada menos, que o icônico primeiro álbum da banda, que todos nós conhecemos, Guns N' Roses.  Para muitos que não sabem, o Guns é uma banda formada em Los Angeles, na Califórnia, cujo estilo veio do hardrock. Vindo de uma junção de pequenas bandas o Guns, mesmo com dificuldades no ínicio conseguiu conquistar o seu espaço no hall of fame do rock!

Nos anos  80, o rock já não era o mesmo, os clássicos ainda estavam tocando e se formos parar pra pensar, a galera tinha um gosto muito complicado de se agradar.  É dentro desse contexto complexo, que viviam os futuros membros do Guns.

Em meados de  85, Axl Rose o vocalista e co-fundador da banda,  vivia na Califórnia, mais precisamente em Los Angeles. Ele e seu amigo de infância o guitarrisa Izzy Stradlin, tocavam numa banda chamada Rose, que logo mudara o nome para Hollywood Rose. O grupo além dos dois contava com, Markws Gosbon na guitarra, Rick Holland no baixo e Johnny Kreiss na batera. Essa formação teve uma pequena vizibilidade, nos subúrbios de LA,  por causa das músicas "My Way, Your Way" (Anything Goes), "Wreckless" (Reckless Life) e "Shadow Of Your Love, que futuramente seriam tocadas pelo prórprio Guns.

Com seu encerramento na virada de 84/85, Axl e Izzy se juntaram a ex-membros de uma outra banda também dissolvida a L.A Guns, que posuia Tracii Guns na guitarra solo, Ole Beich no baixo e Robbie Gardner na bateria. A partir daí, juntados os componentes e os nomes, estava a primeira formação do Guns N' Roses!

Bem essa foramção só se apresentou uma única vez em 1985, pois logo depois Ole Beich foi substituído por Duff McKagan.   O grupo se apresentou até a metade do ano, quando sofreu uma nova mudança, pois Tracii e Robbie saíram. Duff McKagan convidou seus antigos parceiros de Road Crew, o guitarrista inglês Slash e o baterista Steven Adler.

Estava então nascido de vez a principal formação do Guns N' Roses. Cujo nós todos tivemos o prazer de ver e escutar nos anos seguintes.

"As armas são para dizer que lutamos e as rosas para dizer que vencemos"  -  Axl Rose

Nunca é fácil o ínicio de uma banda, dificuldades sempre estam presentes. E foi com esses entraves, que o Guns passou na sua primeira turnê de estréia, denominada de Hell Tour. Pois é! Como eu disse, problemas a caminho, a turnê que teria seu ínicio em Seattle, foi um fracasso. No caminho de L.A para Seattle a van da banda quebrou obrigando e deixando-os parados no meio da estrada.

THE FUCK ROAD TRIP! Na espera de dois dias por uma carona o grupo perdeu seu primeiro show, tendo sua turnê cancelada. Se não bastasse todos os problemas, tiveram que vender metade dos equipamentos para poder voltar para casa.

Bem, acho que ja me extendi demais! Acontece, pois são histórias realmente interessantes. Voltando ao nosso foco, que é o vinil, o Guns N' Roses anos antes de lançar o LP, gravou um EP independente chamado de Live?*@ Live a Suicide. EP é um mini-álbum, considerado assim por ter poucas músicas e pouco tempo de duração.

Por sorte o EP, caiu nas mãos da gravadora Geffen Records, que decidiu assinar um contrato com a banda.

Naquele momento já encaminhados o grupo deu inicio as gravações do álbum Appetite for Destruction em 1987, sendo lançado no dia 21 de Julho do mesmo ano. Mesmo sendo bem recebido pela crítica, o LP não estava tendo sucesso nas vendas. Só quase um ano depois, quando a música "Welcome To The Jungle" começou a passar na MTV, que a capa conseguiu seu esperado sucesso. Outras músicas que alavancaram o LP foram "Sweet Child o Mine" e "Paradaise City", que também ficaram no topo das paradas na época. Em 1988 a capa chegou ao todo da Billboard 200, em 50 semanas.

Curiosidades: A capa deste vinil é mais que alucinante. Na época sua versão original foi censurada nos EUA e em outras partes do mundo, pois foi considerada muito agressiva para as mulheres e obscena. Realmente o rock in roll é proibido e obsceno, então para nós amantes dele, essa capa  é perfeita! A frende do disco possuia uma mulher que tinha acabado de estuprada, por um robô, enquanto ele estava prestes a ser atacado por uma máquina robótica vingadora.  No Brasil não foi censurada! Apenas teve menor circulação. Para substituir-la, foi colocada no seu lugar uma capa, que possuia um cruxifixo, onde foram feitas caricaturas dos integrantes da banda como caveiras. Inclusive é uma tatuagem que Axl tem no ante braço!

Bem uma coisa engraçada que descobri desse vinil é que ele tem algumas curiosidades relevantes como, na música "Rocket Queem", onde foram adicionados gemidos na gravação. Sendo que esse gemidos foram de uma relação sexual entre Axel, e a então na época namorada de Steven Adler. Viajem né!

A melhor fase de uma banda. É essa a única coisa que posso expor desse LP, pois sem dúvida ele é o melhor que o Guns já produziu, na melhor época de uma banda, que estava em total produção, onde 18 horas diárias de gravação eram  poucas. Sem contar, que eles estavam naquela leve rotina de Sexo, Drugs and Rock n' Roll. Toques especiais em cada música, com riffs clássicos e grandes arranjos de base e solo. E não podendo esquecer da voz no seu melhor tom do vocalista Axl, que naquela época estourava, com sua voz picante que alucinava multidões.

Appetite for Destruction é o disco de estréia mais vendido da história, com cerca de 40 milhões de cópias no mundo todo e 18 milhões nos Estados Unidos. Este álbum está na lista dos 299 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Foi após dele, que o Guns N'  Rose conseguiu a visibilidade esperada, assim começando a abri grande show de banda como Rolling Stones, Iggy Pop entre outros. Daí para o mundo foi um pulo.





quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Secos e Molhados"

Acho que já está mais do que na hora de eu começar a falar dos meus discos nacionais. Eu sou conhecido pelos coroas dos discos, como o garoto dos discos de rock. Procurar LPs é algo engraçado, quanto mais você procura, mais você pode achar algo interessante e diferente.

O vinil no qual escutaremos hoje é "Secos e Molhados", de 1973. Esse LP é  sem dúvida uma obra prima, um clássico, pois ele é rico de elementos, que nutrem muito da identidade musical brasileira, onde o rock entra como precursor de poesias e danças folclóricas dentro de um estilo rico em atitudes.

Um grupo que se enquadra no Glam rock, no qual se apresentava com os rostos  carregados de maquiagem, dentro de uma época pesada no Brasil. A ditadura militar era o entreposto perfeito para uma banda com atitude, e respeito se consagrar. Cantando músicas a favor da liberdade de expressão, contra o racismo e contra guerras, o grupo era composto pelo pitoresco vocalista, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad, também nos vocais e nas violas.

Uma capa que ficou para história! A capa do LP, que foi produzida por um fotógrafo daquela década, foi feita com os integrantes do grupo com suas cabeças numa mesa de café da manhã, cheia de produtos do "secos e molhados", ou seja, produtos de armazém, como broas, linguiças, cebolas, grãos de feijão e um vinho barato. A curiosidade em questão no contesto, que além da capa ser considerada uma das maiores da musica brasileira e do rock latino americano, uma coisa que alguns não sabem é que os integrantes do grupo com fome acabaram comendo todas as comidas que estavam na mesa.

Outra curiosidade do disco é que os produtores acreditavam que seriam vendidos cerca de 1.500 em um ano, mas para surpresa isso foi vendido em uma semana. Naquela época o como mercado vivia numa crise de vinil, para suprir as necessidades de fazer mais LPs dos Secos e Molhados, foram usados discos que não estavam vendendo, para derreter e fazer os outros. O vinil teve a tiragem na época de 800 mil vendas, postumamente foram cerca de 1 milhão de cópias vendidas.

O grupo “Secos e Molhados”, realmente é um grupo no qual tenho orgulho de que seja do meu país, pois eles introduziram ao Brasil numa época de censura, um rock com vertentes de folk, do psicodélico e progressivo, não deixando de ser poético, e folclórico. Um rock genuinamente nacional.

Faixas do LP:




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Crow music"

  Sei que nós somos seres humanos e que é natural evoluirmos, mas o que mais penso ultimamente é como regredimos em certos detalhes. Arquitetura, artes e música. Uns dizem que progredimos nesses pontos, mas na música especialmente no rock está difícil evoluir. Hoje temos dezenas de mega guitarristas, big bateristas, baixistas surreais, mas não conseguimos reproduzir nem um  terço dos anos 60 e 70. 

Nesse fim de semana meu pai me apareceu com uma pérola da história do rock. Quando digo isso, me refiro não aos clássicos, as lendas, mas ao bom e verdadeiro "ROCK"! Aquele com motoqueiros loucos, que rodavam as estradas escutando o melhor do hard-rock, misturado com aquele blues norte americano. Temos que admitir que nesse detalhe eles saibam ser os melhores.

A banda que iremos escutar hoje é a Crow ou corvo em português, que foi um grupo formado em Minneapolis no ano de  67. Eu particularmente não conhecia, mesmo escutando vários outro tipos de bandas das antigas e boas.  

Bem vou ser breve não vou encher mais linguiça, o nome do LP é Crow Music de 1969 o segundo disco do grupo. Vejam bem a foto da capa e reparem nos detalhes bem rock, tipo hells angels, irado. Não tenho muitas curiosidades maneiras para  falar hoje, a unica coisa que digo para vocês, que me escutam é que devem escutar essa banda. 

Além do show de capa e contra capa, o vinil e recheado de ótimas músicas no estilo, na mimha opinição único, chamado rock and roll. O vocalista David Wagner tem uma voz marcante e se enquadra perfeitamente no estilo.  A música mais famosa do grupo é "Evil Woman (Don’t Play Your Games With Me)", que está presente no disco, além desse disco ser uma versão rara, incluindo às músicas, Cottage Cheese e Slow Down, ambas pedradas do rock.

Se quizerem escutar essa preciosidade ai está o link:




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Primeiro texto é sempre dificil.

É sempre dificil começar alguma coisa né? Pois bem, vamos começar com pé esquerdo! Aí vocês me perguntam, por que pé esquerdo? Acho que já está mais que na hora de acabar com esse stigma de que, só é melhor começar com o pé direito as coisas. Não podemos ter pesamentos tão fechados a paradigmas. Outra coisa que peço é para as pessoas, que vão ler meus textos, não virem com pré-conceitos já criados dentro de suas cabeças. Sabe, aqueles já adquiridos, lendo e vendo outros textos de pessoas mais importantes que eu.

Realmente seguindo uma normalidade eu teria, que começar falando do meu primeiro disco e blá blá blá..... Eu odeio essas coisas, de começar do ínicio e terminar pelo fim.  Por que  não podemos começar pelo fim e terminar pelo inicio? Acho que minha vida vai ser assim sabe. Com isso eu engano a velhice. Hhhahahahahha....

Mudando toda minha intenção de começar escrevendo sobre discos, irei dar o start falando da minha vitrola.

Herança de Família 


Dizem que nossa maior fonte de aprendizado enquanto crianças são nossos pais, e que as influencias que eles passam para nós, os filhos é o que vai definir qual será a personalidade nossa personalidade e nossos conceitos.

Sempre tive ao meu alcance enquanto criança todas as influencia possíveis do meu pai, principalmente às musicais. Meu coroa é um cara, que realmente teve uma bagagem musical muito boa, pois ele ja foi  a diversos shows marcantes de banda nacionais e internacionais, colecionava discos, além de ter sido hippie na década de 70 e gostar muito de rock. Eu sempre convivi com todo esse contexto na minha casa e sempre tive ao meu alcance a vitrola dele.

Pois bem, quem iria imaginar que 15 anos depois eu ganharia a vitrola na qual um dia, já foi do meu padrinho falecido e trouxe tanto para ele, quanto pro meu pai ótimos momentos e grandes histórias. Foi finalmente em 2010, que enfim depois de mais de 20 anos parada eu a ressuscitei.

Tão sublime é esse aparelho, que capta todos os sons gravados em cada linha do disco, transpassa aos ouvintes um som real, que exprime todo sentimento da música a ser tocada.  Eu acho lindo poder ter essa experiência musical, com minha coleção de discos e descobrir verdadeiras relíquias sonoras dia após dia.

O que mais me deixa feliz é ver os olhos do meu pai brilhar quando ele vê a vitrola funcionando e o orgulho dele por ter conseguido passar para mim sua vasta bagagem musical.