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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Iron Maiden - Live After Death

A vitrola está ligada e o som, que ela irá tocar vem das profundezas do rock. Nossa viajem musical terá um guia especial e o nome dele é Edward the Head. Hoje conheceremos o momento que o rei das trevas retornou a vida. Eddie o mascote da lendária banda de heavy metal Iron Maiden merece seu devido espaço nesse blog. O vinil que tive a sorte de adquirir numa feira é o aclamado, mundialmente famoso e considerado um dos melhores álbuns ao vivo do mundo o LP, Live After Death.

Queridos ouvintes apresento-lhe um das maiores bandas de heavy metal da história, o Iron Maiden. Um presente de natal que o mundo recebeu! O Iron foi criado no dia 25 de dezembro (natal) de 1975, logo após deixar seu antigo grupo Smiler o baixista Steve Harris, cansado de ver seu trabalho ser rejeitado onde trabalhava resolveu montar sua própria banda

O inicio da história do Iron é um pouco complicado e irrelevante para esse momento, pois foram diversas mudanças de integrantes até o aparecimento do vocalista Paul Di'Anno em 1978. Os Maiden seguiam o perfil e a linha musical do heavy metal, que naquela época não estava no auge se comparado ao punk.

Quando Di’Anno entrou pro grupo ele trouxe o lado do punk, pois era grande fã de bandas como Ramones, The Clash e Sex Pistols. Um dos únicos que já passaram no grupo de cabelo curto e foi graças a ele que o Iron mesclou o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem Hardcore e rápidos.

Desde a sua formação em 75 o Iron fazia diversos shows, conseguindo assim um número enorme de fãs na Inglaterra nos três primeiros anos de sua carreira. Mesmo sendo os mais bem cotados nos grandes circuitos de shows ingleses até essa data eles não tinham ido para um estúdio de gravação.

No ano novo o Iron Maiden lançou seu primeiro demo. O famoso The Soundhouse Tapes, uma das mais famosas tapes da história do rock! Foram vendidas rapidamente 5.000 cópias, que não distribuiu novamente até 96. Hoje as cópias originais são raras e muito caras. Eles emplacaram no topo das paradas da época as faixas "Prowler" e "Iron Maiden", ambas da demo.

Durante o ano de 78 o guitarrista Dave Murray tocou sozinho no Iron, durante 79 a banda experimentou diversos segundos guitarristas. Nessa mesma época o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em novembro desse ano a banda fechou com a renomada gravadora EMI. Pouco antes de ir para o estúdio o guitarrista Dennis Stratton entrou na banda, que trouxe Clive Burr, para fica nas baquetas.

Em relação com a formação da banda, em 1981 sai Dennis Stratton e entra Adrian Smith, trazendo consigo sua nova melodia. Outra importante mudança no grupo foi a do vocalista. O Iron Maiden sempre foi um grupo conhecido, por não se ligado ao uso drogas e por serem, como qualquer bom músico, perfeccionistas.  

Devido aos problemas com as drogas, como a cocaína, Paul Di’Anno foi substituído por Bruce Dickinson. Bruce que é conhecido pela sua atitude entrou no grupo com as condições de não cortar o cabelo e sempre escolher seu figurino.

Bem acho que já falei demais sobre a história do Iron Maiden agora vamos ao disco.



Fico feliz de possuir esse vinil, pois ele representa um marco na história do Iron. O ano de 84, a banda lançou o álbum Powerslave, mais um sucesso dos Maidens. A turnê que representou essa época foi a World Slavery Tour, que foi a maior de todas da história da banda. Ela abrangeu os anos de 84 e 85 com cerca de duzentas apresentações no mundo inteiro, inclusive a épica primeira vez no Brasil no Rock in Rio.

Nas apresentações a produção arrebentava, tinham sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e um Eddie-múmia gigante, com mais de dez metros de altura.

As gravações das primeiras 12 faixas foram no Long Beach Arena, em Long Beach, Califórnia, entre os dias 14 e 17 de Março de 1985. E as cinco últimas faixas foram gravadas no Hammersmith Odeon (agora conhecido como Hammersmith Apollo) em Londres, nos dias 8, 9, 10 e 12 de Outubro de 1984.

Para quem quiser ver o show em Long Beach - http://www.youtube.com/watch?v=Y3Uus_r90Ts&feature=related

A introdução do disco antes da faixa Aces High é uma frase de Winston Churchill, dita na Câmara dos Comuns em 4 de Junho de 1940, durante os ataques da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.


A capa foi desenhada por Derek Riggs, na capa está o Eddie saindo da sua tumba como se um raio tivesse batido nele fazendo-o ressuscitar, com a sua lápide escrita uma citação do autor de ficção inglês H.P. Lovecraft.

“That is not dead which can eternal lie
Yet with strange aeons even death may die.”

Na parte de trás está o cemitério onde Eddie está renascendo com a morte olhando a destruição da cidade. Realmente muito bem detalhada cheia de frases em algumas lápides. 

Esse LP sem dúvida corresponde musicalmente e artisticamente as minhas expectativas de um grande álbum. Ter a oportunidade de ouvir a riqueza dos detalhes da música bem feita do Iron Maiden, na minha sala é ótimo.
Quem tiver a oportunidade de ouvir esse mágico disco deve fazê-lo quanto antes. Iron Maiden que seja eterno enquanto dure!

domingo, 30 de janeiro de 2011

The Cure - Disintegration

Ao me deparar com minha pilha de vinis, sempre tenho dificuldade de escolher qual som colocarei para escutarmos. Não me basta só ouvir o LP, mas também senti-lo, para assim poder transmitir toda sua força e vitalidade. Fiquei quase um mês tentando achar o disco ideal, porém por sorte nem sempre é do ideal que precisamos. Uma banda imperfeita, mas que com essa característica conseguiu ganhar o mundo e milhares de fãs.

O ano certo era 1976, eles eram um pequeno grupo de quatro jovens ingleses, que viviam numa época onde o punk rock era maior força de expressão, mas que tinham uma proposta de misturá-lo com rock psicodélico dos anos 60.

Com o nome do grupo denominado de "Malice" o vocalista Robert Smith, ao lado do guitarrista Porl Thompson, do baterista (e depois tecladista) Laurence ‘Lol’ Tolhurst e do baixista Michael Dempsey formaram a banda que seria a semente do The Cure.

Em apenas alguns meses depois, já em 1977 o nome da banda muda para Easy Cure. No meio do ano de 1978, após a um rompimento com uma gravadora e com ascensão de um novo empresário, Porl Thompson deixa a banda, com Robert Smith assumindo as guitarras.

Agora como um trio o grupo muda de nome pela última vez, para se tornar futuramente a famosa com dez discos lançados e pouco mais de 30 anos de estrada a banda "The Cure".

Bom meus queridos ouvintes vou ter que dar um breve pulo na linha do tempo dessa banda, pois o que estamos realmente a fim de escutar aqui é o oitavo, e mais importante disco do The Cure, "Disintegration" de 1989. Data que muitos de nós inclusive eu estavam nascendo.


Disintegration foi lançado em uma época muito complicada para o vocalista e principal peça da banda, Robert Smith, pois ele estava para completar seus vinte e nove invernos frios, faltando apenas um ano para seus trinta anos, sua cabeça parecia um turbilhão de gritos, que o faziam passar, por uma fase mais introspectiva. O cenário até era favorável para a banda, mas que não agradava o vocalista causado pelo título de banda pop. Devido a essa popularidade, Smith teve lapsos que o jogaram novamente as drogas alucinógenas, sendo que as mesmas tiveram grande influencia no álbum.


De fato o LP é pesado, introspectivo, melancólico entre outros adjetivos adjacentes de sombriedade. Uma música suícida! Bom talvez para muitos, algo depressivo, mas para outros, real e até espiritual. Essa era a missão na cabeça de Smith ao trabalhar pesadas horas para realização desse álbum.

Além de toda essa climatização na época, o The Cure tinham constantes desentendimentos, pois durantes as gravações do LP, Laurence Tolhusrt foi afastado da banda, devido a problemas com alcoolismo e pouca contribuição ao grupo.

Fazer música é uma arte muito bonita e intrigante. Muitas pessoas escrevem belas melodias, que conseguem fazer com que milhões de pessoas se emocionem através de suas letras. Robert Smith conseguiu pegar, todo o amargor, dor e a angústia existente dentro dele, juntou ao seu desespero por estar chegando aos trinta anos de idade e misturou tudo, conseguindo assim, atingir de forma majestosa, milhares de pessoas, cujo seus sentimentos estavam caracterizados pelo som triste e belo extraídos do álbum Disintegration.

Disintegration consiste principalmente em faixas sombrias, "Lovesong", "Pictures of You" e "Lullaby" foram igualmente populares para a sua acessibilidade. Smith queria criar um equilíbrio no álbum, incluindo músicas que atuariam como um equilíbrio com aqueles que foram desagradáveis. 



Smith escreveu: "Lovesong" como um presente de casamento para Maria Poole. A canção tinha um humor visivelmente diferente do resto do registro, mas Smith achou que era um componente integral do LP. No disco é visivelmente aparente a presença de um belo humor negro.


Em "Lullaby" a premissa para a canção veio Smith depois de lembrar canções de ninar, que seu pai cantava quando ele não conseguia dormir:

"[My father] would always make them up. There was always a horrible ending. They would be something like 'sleep now, pretty baby or you won't wake up at all.'"


"[Meu pai] sempre fazê-los até Havia sempre um final horrível Eles seriam algo como" dormir agora, bonita. Bebê ou você não vai acordar em tudo. "

O álbum Disintegration foi lançado em maio de 1989 e atingiu um pico de número três no UK Albums Chart, naquele momento a posição mais importante na tabela no Reino Unido. O single "Lullaby" se tornou o mais representativo hit para o The Cure em seu país de origem quando atingiu o número cinco.



 Disintegration recebeu o disco de ouro com 100.000 cópias vendidas na Grã-Bretanha e em 1992 vendeu mais de três milhões cópias no mundo. Rolling Stone deu uma classificação para a capa de três estrelas e meia em cinco.