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terça-feira, 7 de junho de 2011

Mamonas Assassinas - 1995

 Hoje a nossa viajem no paraíso musical será por terras muito puras e engraçadas. O fato a ser ressaltado, que esse disco foi  adquirido em mais um dia de minhas investidas, para comprar vinis nas ruas do centro do Rio. Eu sempre com o intuito de LPs de bandas mundialmente famosas,  mas nunca descartando as outras possibilidades, tão clássicas quantos as internacionais. Estava revirando tudo, quando vi a capa do vinil do Mamonas, novinha perdida por ali. Engraçado nesse dia eu já tinha comprado quatro discos, e ganhei um de brinde. Final feliz para quem merece ser feliz. O vinil que escutaremos hoje, é uma marco do rock cômico, da alegria de uma geração e  que sempre faz todos sorrirem  o Mamonas Assassinas 1995.

Para fazer vocês começarem a viajar no meu Delorean da música! Mamonas Assassinas - Chopis Centis

Essa banda mostrou com sua história que as vezes ser engraçado e gozador é a solução dos problemas. Com o nome intitulado de Utopia, os futuros integrantes do Mamonas eram mais que sérios ao fazer seus covers de bandas como Rush, Titãs, Os Paralamas do Sucesso e o  Legião Urbana. Bento Hinoto (guitarra/violão) e os irmãos Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria), todos jovens músicos de Guarulhos SP, não poderiam prever que faltava apenas um elemento para equilibrar e elevar a alma deles. O nome desse elemento é de Alecsander Alves Leite, ou como todos nós conhecemos Dinho.

A vida nos faz passar por várias situações engraçadas e inusitadas. Foi numa delas, durante um show em 90, que  a banda Utopia acabou mudando seu futuro. Durante o show por causa da galera assistia que queria que o grupo cantasse musicas do Guns in Roses e como nenhum deles sabia, decidiram pedir ajuda ao público. Com um pulo do gato o jovem garoto ainda desconhecido Dinho, pegou o microfone e começou a cantar. O inusitado é que Dinho não sabia cantar nenhuma do Guns, porém isso não o impediria de agradar a galera. Dinho começou a fazer palhaçadas enlouquecido no palco animando a todos que estavam por ali. Bastou um momento para a banda perceber que tinham uma estrela em suas mãos.

Logo depois de assumir o novo cargo Dinho trouxe para a banda o tecladista Júlio Rasec. O Utopia estava com força total começaram a tocar na periferia de São Paulo, fazendo uma série de shows. Ainda nessa época pré Mamonas eles ainda gravaram um disco relíquia, que vendeu menos que 100 cópias na época. O que eles percebiam a cada show que faziam, era que as brincadeira e as paródias  das músicas feitas nas gravações dariam certo e aos poucos foram sendo lançadas nos shows. Elas estavam fazendo mais sucesso do que seus covers com seriedade.

Mas foi após um show em Garulhos  que eles conheceram o produtor Rick Bonadino, (o mesmo empresário do Charlie Brown Jr), que tinha gostado muito do show irreverente e diferente que a banda Utopia estava começando a fazer. Logo após isso eles gravaram duas músicas, que são duais grandes marcas do Mamonas Assassinas, as músicas Robocop Gay e Pelados em Santos. Esse foi o suficiente para banda mudar de vez seu perfil e ir atrás do seu lugar na história do rock brasileiro. Após isso a grupo mudou o nome para "Mamonas Assassinas do Espaço", ideia de Samuel Reoli, que seria reduzido para Mamonas Assassinas.

O grupo enviou fitas com as músicas Robocop Gay, Pelados em Santos e a canção "Jumento Clandestino", para algumas gravadoras incluindo Sony Music e EMI.  Vale lembrar que eles, conseguiram o contrato graças ao baterista da banda Baba Cósmica, João Augusto Soares, que insistiu para que contratassem a banda, ele era filho do diretor artístico da EMI.

Bom já que fizemos um breve conhecimento sobre a banda, acho que podemos viajar no disco. Meu Deus o que dizer dele? Para começar, tenho que lembrar que ele fez parte de minha infância nos anos 90. Eu não possuía o disco,  mas sempre levava sua fita para onde eu fosse. Músicas para todas as idades, melodias, engraçadas, puras mesmo com malícia.






O disco foi lançado em 1995, foi o primeiro e único enquano a banda estava viva, sozinho ele conseguiu receber o cerficado de Disco de Diamante com cerca de 3 milhões de cópias vendidas. Um LP carregado de gêneros, onde vemos o punk rock, misturado com  influências de gêneros populares, tais como forró, sertanejo, ditados populares, cantigas infantis, rock progressivo e metal. Uma mistureba boa, numa época onde e o rock já não tinha tanta força.

Quase todas as músicas contidas nesse LP, são paródias,satíricas de músicas, filmes, ou personalidades da época. Por exemplo a música a primeira música "1406", refere-se a um telefone de compras, o (011)1406, que era de um famoso canal de televendas na primeira metade dos anos 90, o Grupo Imagem.

A famosa música  "Chopis Centis", tem uma introdução talvez um pouco conhecida ne? Isso porque ela é uma paródia da música "Should I stay or should I go" de uma mais representativas bandas de rock o The Clash.

Bem o álbum todo é com paródias e brincadeiras, mas para não ser tediante vou mostrar apenas algumas que achei mais engraçadas e bem boladas.

Na música "Uma Arlinda Mulher" refere-se ao filme Uma Linda Mulher, estrelado por Julia Roberts. Quanto à estrutura musical, faz-se forte alusão às canções Fake Plastic Trees (1995) e Creep (1993), ambas do grupo inglês Radiohead. Além disso, o tecladista, Júlio Rasec, satiriza o estilo vocal do cantor Belchior, o que daria origem também à vinheta Belchi.

Outra que peguei e achei muito interessante é a canção, "Cabeça de Bagre II"  baseada na experiência do vocalista Dinho na quinta série primária. Seu título é a paródia de Cabeça Dinossauro, álbum dos Titãs. Nela, um de seus solos de guitarra é uma referência à risada do Pica-Pau, e um dos riffs principais é Baby Elephant Walk (O Passo do Elefantinho), trilha infantil composta pelo músico estadunidense Henry Mancini que nos tempos Jovem Guarda ganhou versão brasileira e se popularizou através do Trio Esperança.

Se não uma das mais importantes canções, para a fama do grupo, a música "Robocop Gay" é uma homenagem ao personagem de Jô Soares, o Capitão Gay, com ligação ao personagem do ator Peter Weller, o Robocop. Versões ao vivo da música contavam com o "Melô do Piripiri", da cantora Gretchen. Foi a primeira música da banda a fazer parte da trilha sonora de uma telenovela brasileira: Caminhos do Coração, exibida pela Rede Record em 2007/2008.

É mais uma banda que sempre deixa muitas saudades, um orgulho para o rock do anos 90 nacional, algo que não é facil de se ver na história do rock. Só teremos lembraças boas de caras como os do Mamonas.




terça-feira, 19 de abril de 2011

The Song Remanins the Same - Led Zeppelin

Queridos ouvintes a vitrolaviva está de volta! E para embalar nosso encontro, ai está à música tema do nome do vinil e do filme que irei falar hoje ---->  The Song Remains the Same  


O dia que comprei esse disco foi engraçado. Estávamos no centro do Rio de bobeira resolvendo pendências. Sem dinheiro, sem objetivo nas minhas caminhadas, ali pelo largo da carioca. Quando eu e Mari saímos para comprar uma água, que eu o avistei de longe. Só conseguia ver que estava escrito LED ZEPPELIN. Sai correndo o peguei em minhas mãos e não acreditei, perguntei a vendedora quanto custava e ela sorriu. Bastou o sorriso dela para eu entender, que ele era meu. Meu primeiro disco do Led. 

O vinil que iremos escutar hoje é  o famoso álbum do filme The Song Remains the Same, da banda mais perfeita de todos os tempos o Led Zeppelin. Nossa viajem  será além da sonora, cinematográfica, pois para sabermos sobre esse disco precisamos acompanhar a histólria do filme.

Falar do Led é simplesmente declamar uma poesia, louca e instigante até seu fim, que geralmente é breve.
Uma banda que possui como mentor e líder, um dos maiores guitarristas da história, cuja mil e umas faces de seu estilo, me fazem defini-lo como um guitarrista perfeito. Em 1966 começava a carreira de Patrick James Page, imortalizado como "Jimmy Page". Ele tocou nos The Yardbirds de 66 até 68, com outra lenda do rock, que hoje é considerado pela Rolling Stones o 14º dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, o polêmico Jeff Beck. No inicio Page começou tocando baixo no grupo, mas logo mudou para guitarra onde ficou, junto nos arranjos com Beck. Na banda eles tocavam muito blues, que naquela época era a grande influencia da maioria dos guitarristas.

O ano era 68 e Jeff Beck  já havia saído dos The Yardrdbirds, o último concerto do grupo tinha sido em julho daquele ano em Bedfordshire, na Inglaterra. Para finalizar os compromissos da banda, Page e o baixista e tecladista Chris Dreja,  foram autorizados pelos antigos membros a usar o nome conjunto, pois precisavam acabar com os compromissos que tinham restado da última turnê.

Page e Dreja, que estavam começando uma nova fase musical, pretendiam criar um novo e super grupo. Outro motivo para a nova banda era de acabar com as pendências do antigo contrato do Yardbirds. Eles chamaram o vocalista, Terry Reid, mas o ele recusou. Graças a nossa boa sorte ele indicou ninguém mais, ninguém menos que, Roberth Plant, cujo trabalho na época já tinha um bom reconhecimento dentro da cena britânica. Na época Plant liderava a banda Band of Joy, desde 65. Quando recebeu o convite ele sugeriu o baterista de sua banda, John_Bonham.  Boham  posteriormente também se mostrou uma referência no que fazia. Ele é considerado um marco para a história da bateria, lembrado até hoje por muitos. Quando Dreja saiu da banda, para se tornar fotógrafo,  incentivado pela sua esposa John Paul Jones,  procurou Page, para tentar ganhar o cargo dentro do grupo. Os dois já se conheciam de terem atuados juntos como músicos de estúdio.

Antes de se tornarem o Led Zeppelin, o grupo ainda se apresentou em uma série de shows na Escandinávia, como os The New Yardbirds, para concluir o contrato. Desde então estava formada  a banda perfeita! Page, Plant, Bonham e Jones  nunca se separaram, eram maravilhosos no que faziam e com a idéia de Keith Moon e John Entwistle arrumaram o nome perfeito. Os dois falaram de um "supergrupo", com Page e Jeff (que era a ideia primordial para o guitarrista), cairia como um "balão de chumbo" (do inglês "lead zeppelin"). A palavra "lead" é propositadamente mal escrita para que a pronúncia correta seja usada (também poderia ser lida como "lid", que lhe daria outro significado).



É ótimo poder comentar de um momento tão importante para essa banda, o senário era perfeito, o rock, as drogas e lógico, as pessoas formavam a climatização ideal para o auge do grupo. No final do ano de 1969 o Led já estava pensando em fazer gravações de um show , um filme documentário feito pela banda.  O quinto elemento do grupo o empresário da banda, Peter Grant considerava, que o Led ficaria melhor nas telonas, do que na televisão, tudo isso devido à tamanha qualidade do som, que eles apresentavam naquela naquele periodo. A primeira tentativa aconteceu dia 9 de janeiro de 1970, no Royal Abert Hall, e foi ruim, pois estava com uma iluminação detestável. Já em 1973, quando eles estavam numa turnê pelos Estados Unidos, Grant fez contato com o diretor e escritor, Joe Massot.

Massot que já era conhecido de Page, por terem sido vizinhos, tinha dirigido anteriormente o filme Wonderwall. Joe Massot montou rapidamente uma equipe e no final da turnê, depois de um show em Baltimore, o Led Zeppelin se apresentou, com três concertos no Madison Square Garden, nos dias 27,28 e 29 de julho de 1973. Com essa brincadeira foram gastos nos EUA, 85 mil.

O álbum queridos ouvintes foi lançado em um período diferente do lançamento do filme, três anos depois em 76.  A capa é com uma ilustração de um cinema em ruínas, localizada na Old Street film studios em Londres. Era lá onde o Led se reunia para fazer os ensaios para turnê de 73. Algumas músicas encontradas tanto no álbum, quanto o filme, como "The Ocean" e "Misty Mountain Hop", foram tiradas de outras apresentações.

As curiosidades, que envolvem a obra The Song Remains the Same são loucas, no filme tem uma discussão no backstage, entre Grant e o promotor do show, por terem pessoas vendendo coisas da banda sem permissão. Outra maluquice são cenas de policiais correndo atrás de um cara pelado de meias. No filme ainda tem umas sequencias de fantasias de cada membro do Led, mostrando suas ideias e desejos, como por exemplo:

 Robert Plant na sua fantasia é visto, como um cavaleiro salvando uma donzela, que é a representação simbólica de sua visão do ideal,  de sua busca pessoa para o  Santo Graal.  As cenas de lutas com espadas foram gravadas no País de Gales, no Raglan Castle. Enquanto as no cavalo foram rodadas na costa oeste de Gales em Aberdyfi.  A músicas envolvidas são "The Song Remains the Same" e "The Rain Song".

Tanto o filme, quanto o álbum são maravilhosos, com aquela sonoridade perfeita do Led Zeppelin,  que todos nós fãs do bom e velho rock conhecemos. Mesmo o filme não tendo boas críticas de meio jornalístico, as bilheterias mostraram que foi bem aceito pelo grande público, que totalizou nos EUA, aproximadamente 10 milhões de dólares em 77. O álbum também teve duras críticas, pois devido à demora de seu lançamento, e dele não ser ao vivo do mesmo show. Mesmo com críticas contra ele, para o Led sucesso é algo normal. Esse LP, diga-se de passagem, é de respeito e vale a pena se ter, pois ele tem as melhores das melhores então mesmo não sendo como os críticos queriam, para nós está ótimo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Kurtis Blow

Aí está a primeira música do LP para vocês irem curtindo enquanto leêm!


Curiosidade, se pararmos para pensar pode ser uma coisa boa, ou ruim, mas graças a minha grande sorte, foi ela que me fez chegar à raridade que iremos escutar hoje. Não adianta ir com pré-conceitos na hora de comprar um LP,  estar com algo em mente na hora da compra é ótimo, mas olhar aquela pilha dos discos baratinhos é essencial.

Foi olhando uma dessas pilhas de discos baratos, que eu fiquei intrigado com uma capa, ela me parecia ser  de rap ou de hip hop, ou melhor, dizendo, talvez  os dois juntos. O vinil que escutaremos é um marco na história da música. Com o nome intitulado de Kurtis Blow, apresento para vocês hoje o cara que, é um dos mais influentes do rap, além de ser um dos pioneiros no estilo hip hop  no mundo.

Pai de um estilo diferenciado para sua época, Blow conseguia em suas canções unir dança e rimas. Sua música se caracteriza pela batida disco, com fortes instrumentais como guitarras e percussão, unidas com a rima rap. O estilo que fez sucesso nos anos 80 consegue fazer qualquer um dançar e ficar mais leve ao escutar seu belo som. Pode ser dito que ele tem um estilo próprio, cuja denominação poderia ser "rap rock".

Nascido no Harlem, Nova Iorque, Kurtis deu inicio a sua carreira musical bem novo, quando ainda estava  na High Scool, com 13 anos ele já agitava como na escola como DJ e usava carteira de identidade falsa para ir a clubs da noite de NY, onde ele podia ouvir os DJs da época. Influenciado pelo então criador do termo hip hop, o disc-jóquei DJ Hollywood, em meados dos anos 70, começou uma carreira de DJ, se tornou "Kool DJ Kurt". Nesta época estava unido a um grupo de promotores de festas, que se chamava The Force, que tiveram grandes influencias, para esse período de sua vida.

Em 1979 foi um ano importante na carreira de Kurtis, com 19 anos ele se tornou o primeiro rapper a assinar com uma grande gravadora, a Mercury.  Um negro elegante, com um som dançante, sofisticado e diferente, uma música que não esquecia das origens da periferia e se enquadrava perfeitamente como uma nova vertente do soul. Blow foi o primeiro rapper a fazer músicas falando de política!

Já que agora todos já conhecem a história do nosso artista. Vamos  voltar para o LP.
 O vinil é maravilho, uma voz calma, uma batida alegre, o som do público cantando, conversando e interagindo com Blow, de fazer a sala de a minha casa parecer, com aquele programa clássico dos anos 70, Soul Train. Nele nos encontramos músicas famosas e de grande impacto tocadas até hoje como, “The Breaks” e “Christmas Rappin". The Breaks é considerado o maior sucesso do cantor, pois foi contemplada com certificado de ouro de som rap e até hoje é cantada por muitos rappers, tendo ela sido regravada e diversas vezes. 

Kurtis Blow pode ser considerado um líder para uma geração emergente de rappers com o sentido da rua, a crítica social, comercial e racial contra as diferenças existentes até hoje e principalmente no antigo Harlem de 1980.  O homem que vocês, meus queridos ouvintes estão conhecendo é uma lenda viva do hip hop, cujo trabalho conseguiu moldar os maiores como: Rum DMC, Fat Boys, entre outros que foram produzidos ou trabalharam com Blow, nomes como Love Bug Starski, Sweet Pó, Dr. Jekull e Mr. Hyde, Full Forece, Russell Simmons e Wycled Jean.









quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Easy rider - 1969 (Sem Destino)

Acredito que quando uma pessoa possui uma coleção de discos ela realmente se pergunta: será que vou achar algo mais surpreendente do que antes? A resposta é seca! Sim!
Existem dezenas de filmes antigos considerados marcos do cinema, mas esse filme no qual escutaremos hoje é mais que um clássico. Easy rider um marco do cinema Cult, trouxe consigo, uma nova visão de vida, que abrange a liberdade e a diferença como tema principal.

Para vocês entenderem um pouco essa película, trata da história de dois amigos, que  decidem sair pelo deserto americano, andando em suas motos no melhor estilo chopper, atrás de ação e com o ideal de curtir o Mardi gras, que é o carnaval dos americanos.

Para não contar sobre o filme e não me prolongar irei falar logo da idéia que o filme passa. Ele mostra essa nova maneira de viver que é tão diferente ainda mais para a época, e ainda trata do olhar preconceituoso das pessoas numa sociedade que não aceitava as diferenças. Parte relevante do filme é que ele mostra uma das ondas de ácido, mais pesadas do cinema.  

Foi exatamente esse filme, que ajudou o jovem ator  Jack nicholson na época a se projetar para o cinema, ser relacionado ao cinema cult!
Bem voltando para o nosso foco, que é o vinil, vou falar sobre a trilha sonora. Um LP de respeito para se ter em casa, recheado de boas músicas é uma amostra das milhares essências, que o rock in roll possui. As faixas do disco estão distribuídas de acordo com os acontecimentos do filme. A capa é toda ilustrada e uma das mais bonitas que eu possuo.

Uma trilha sonora perfeita!  Assim que considero totalmente: ROCK IN ROLL!
Bandas como, Steppenwolf, The Byrds, Jimi Hendrix, and Experience, Bob Dylan entre outras! Assim fica difícil não apreciar esse vinil certo? Essa trilha sonora foi tão importante, pois foi ela que criou o hino da maioria dos motoqueiros, com a música "Born to be Wild".

Aqui está à lista das músicas que compõem o LP.

  1. "The Pusher" (Hoyt Axton) – 5:49

  1. "Born to Be Wild" (Mars Bonfire) – 3:37
    • Steppenwolf - Steppenwolf (1968)

  1. "The Weight" (Jaime Robbie Robertson) – 4:29

  1. "Wasn't Born to Follow" (Carole King/Gerry Goffin) – 2:03

  1. "If You Want to Be a Bird (Bird Song)" (Antonia Duren) – 2:35

  1. "Don't Bogart Me" (Elliot Ingber/Larry Wagner) – 3:05

  1. "If 6 Was 9" (Jimi Hendrix) – 5:35

  1. "Kyrie Eleison/Mardi Gras (When the Saints)" (Traditional, arranged by David Axelrod) – 4:00

  1. "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)" (Bob Dylan) – 3:39

  1. "Ballad of Easy Rider" (Roger McGuinn/Bob Dylan) – 2:14
    • Roger McGuinn (1969)
Bom aqui tem o vídeo, onde mostra o  motivo, para entender o porque da música "Born to be Wild" ter sido um marco para os motoqueiros!






quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Secos e Molhados"

Acho que já está mais do que na hora de eu começar a falar dos meus discos nacionais. Eu sou conhecido pelos coroas dos discos, como o garoto dos discos de rock. Procurar LPs é algo engraçado, quanto mais você procura, mais você pode achar algo interessante e diferente.

O vinil no qual escutaremos hoje é "Secos e Molhados", de 1973. Esse LP é  sem dúvida uma obra prima, um clássico, pois ele é rico de elementos, que nutrem muito da identidade musical brasileira, onde o rock entra como precursor de poesias e danças folclóricas dentro de um estilo rico em atitudes.

Um grupo que se enquadra no Glam rock, no qual se apresentava com os rostos  carregados de maquiagem, dentro de uma época pesada no Brasil. A ditadura militar era o entreposto perfeito para uma banda com atitude, e respeito se consagrar. Cantando músicas a favor da liberdade de expressão, contra o racismo e contra guerras, o grupo era composto pelo pitoresco vocalista, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad, também nos vocais e nas violas.

Uma capa que ficou para história! A capa do LP, que foi produzida por um fotógrafo daquela década, foi feita com os integrantes do grupo com suas cabeças numa mesa de café da manhã, cheia de produtos do "secos e molhados", ou seja, produtos de armazém, como broas, linguiças, cebolas, grãos de feijão e um vinho barato. A curiosidade em questão no contesto, que além da capa ser considerada uma das maiores da musica brasileira e do rock latino americano, uma coisa que alguns não sabem é que os integrantes do grupo com fome acabaram comendo todas as comidas que estavam na mesa.

Outra curiosidade do disco é que os produtores acreditavam que seriam vendidos cerca de 1.500 em um ano, mas para surpresa isso foi vendido em uma semana. Naquela época o como mercado vivia numa crise de vinil, para suprir as necessidades de fazer mais LPs dos Secos e Molhados, foram usados discos que não estavam vendendo, para derreter e fazer os outros. O vinil teve a tiragem na época de 800 mil vendas, postumamente foram cerca de 1 milhão de cópias vendidas.

O grupo “Secos e Molhados”, realmente é um grupo no qual tenho orgulho de que seja do meu país, pois eles introduziram ao Brasil numa época de censura, um rock com vertentes de folk, do psicodélico e progressivo, não deixando de ser poético, e folclórico. Um rock genuinamente nacional.

Faixas do LP: