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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Pearl" da Rainha do Blues - Janis Joplin

Olha o que mais me deixa mais facinado nos vinis é a vibração e a sonoridade que as músicas passam quando escuto na minha vitrola, mas com o passar desse longo ano, percebi que realmente fico mais alucinado com a história que cada LP possui. A capa que escutaremos hoje, é uma pérola do rock, da como ela se intitulava, a "maior cantora de blues do mundo", Janis Joplin. Pearl, talvez o vinil mais importante para Janis, é o primeiro álbum após sua morte prematura por overdose em 1970.

Pearl era o apelido para "a prostituta hiperativa bêbada boca suja sempre curtindo, trepando com qualquer um, subindo e descendo chapada", que vivia dentro de Janis. Esse era o seu perigoso alter ego.

Pegar esse vinil nas mãos e fechar os olhos é sentir todo o calor, fúria, loucura e intensidade, que
Janis Joplin colocara nele. Apesar de morrer antes de ver seu albúm pronto, Joplin estava exitada para seu lançamento, pois sabia que tinha tudo para que ele desse certo. Considerava a Full Tilt Boogie Band a melhor banda que já tivera e não era só isso, seu novo produtor, Paul Rothchild, era o produtor do álbum Light My Fire, do Doors, além de vários outros marcos do rock.

Fica o pensamento! Por que ela logo agora ela morrera de overdose? Lógico que não é uma escolha, mas para quem vive acima da média da vida, do comum, a morte assim como vida é uma constante realidade. Entender o que passa na cabeça de uma estrela, uma musa de alma quente do rock é dificil, mas aceitar é facil. Ninguém melhor que Janis, para fazer vocês entenderem o que ela pensava.

"Se você tiver hoje, não vai querer amanha, bicho.
Porque não precisa mais. Então, na realidade,
como descobrimos a toda hora, o amanhã nunca acontece, bicho.
É sempre a mesma merda de dia todo dia, cara!"
- Janis para sua platei em Calgay, 4 de julho de 1970.

Para Janis o importante era viver, se morrer era algo já previsto, então vamos viver pra caramba, para como se fossemos morrer amanhã. Não deixando nossas vidas virarem como seu pai dizia "a Grande Fraude do Sábado a Noite". " Os homens se matam de trabalhar  a semana toda para ser divertirem na noite do sábado, o que nunca acontecia de verdade. Ele ensinaria bem a lição para à sua filha mais velha."


O que influenciou infelizmente a morte prematura de Janis, em contra partida a sua alegria foi Pearl, que por causa das grandes expectativas de todos, ela se sentia sob muita pressão para fazer o melhor trabalho, que todos esperavam. De fato ela fez, porém, isso custou sua vida, Janis voltou a usar bastante Heroína, que rapidamente causou sua ruína.

Pouco tempo depois de começar as gravações do seu novo álbum, Jimi Hendrix morreu em Londres. "Mas pelo amor de Deus", disse ela ao ouvir as notícias. "Não posso dizer que fiquei chocada, não fiquei!" Janis, como ninguém, ainda conseguiu ver o lado positivo da situação. "Isso acaba diminuindo minhas chances",insistiu. "Dois atros do rock não podem morrer no mesmo ano."

Mas não só o uso de heroína estava relacionado ao seu álbum, como também ao seus instavéis relacionamentos. Naquele período ela estava noiva de um calouro a traficante, herdeiro de uma fabrica de sabonetes dos pais, Seth Morgan. Mesmo ele morando em São Francisco e ela em Los Angeles, eles ainda conseguiam ter muitos desentendimentos, ajudando na instabilidade dela. Fora esses problemas "Pearl" (Janis), tinha ficado hospedada em Hollywood, no hotel Landmark, uma antiga galeria de picos, que não era nada convidativo a sobriedade.

Faltava apenas uma música para conclusão de Pearl: Burried Alive in Blues e que, apesar de uma briga no dia anterior com seu noivo, Janis estava animada e queria gravar logo cedo. Seu empresário John Cooke após receber uma ligação de Seth Morgan, querendo saber onde ela estava e depois de ver que, o Porsche dela estava na garagem, resolveu ir até o quarto 105, para ver se estava tudo bem. Ao chegar no quarto primeiramente não notou nada de estranho, mas quando chegou para desligar a televisão ficou paralisado ao ver a perna roxa, que estava entre a cama e a cadeira perto da cabeceira. Circulando a cadeira, ele viu Janis Joplin de calcinha , presa entre a cama e a mesa. A rainha do Blues estava morta ali na sua frente! Janis morreu de overdose de heroína aos 27 anos, na noite do dia 04 de outubro em 1970, tendo sua morte anunciada no dia 05 às 21h10.

Bem não quero mais falar sobre a sua ida para o santuário do rock, pois seu legado é maior que sua própria morte!

Pearl foi lançado em 1971, quatro meses após sua morte e  sem dúvida é um LP carregado de dor, intensidade, amor, e ódio. Ele é realmente um dos melhores álbuns do Rock e do Blues. Em, 2003 o álbum foi classificado número 122 na lista da revista Rolling Stone dos 500 maiores de todos os tempos.

Uma vez Janis disse!

"As pessoas[...] gostam que seus cantores de blues tenham uma vida miserável. Gostam que eles morram no final."

Algumas músicas do LP:










quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Easy rider - 1969 (Sem Destino)

Acredito que quando uma pessoa possui uma coleção de discos ela realmente se pergunta: será que vou achar algo mais surpreendente do que antes? A resposta é seca! Sim!
Existem dezenas de filmes antigos considerados marcos do cinema, mas esse filme no qual escutaremos hoje é mais que um clássico. Easy rider um marco do cinema Cult, trouxe consigo, uma nova visão de vida, que abrange a liberdade e a diferença como tema principal.

Para vocês entenderem um pouco essa película, trata da história de dois amigos, que  decidem sair pelo deserto americano, andando em suas motos no melhor estilo chopper, atrás de ação e com o ideal de curtir o Mardi gras, que é o carnaval dos americanos.

Para não contar sobre o filme e não me prolongar irei falar logo da idéia que o filme passa. Ele mostra essa nova maneira de viver que é tão diferente ainda mais para a época, e ainda trata do olhar preconceituoso das pessoas numa sociedade que não aceitava as diferenças. Parte relevante do filme é que ele mostra uma das ondas de ácido, mais pesadas do cinema.  

Foi exatamente esse filme, que ajudou o jovem ator  Jack nicholson na época a se projetar para o cinema, ser relacionado ao cinema cult!
Bem voltando para o nosso foco, que é o vinil, vou falar sobre a trilha sonora. Um LP de respeito para se ter em casa, recheado de boas músicas é uma amostra das milhares essências, que o rock in roll possui. As faixas do disco estão distribuídas de acordo com os acontecimentos do filme. A capa é toda ilustrada e uma das mais bonitas que eu possuo.

Uma trilha sonora perfeita!  Assim que considero totalmente: ROCK IN ROLL!
Bandas como, Steppenwolf, The Byrds, Jimi Hendrix, and Experience, Bob Dylan entre outras! Assim fica difícil não apreciar esse vinil certo? Essa trilha sonora foi tão importante, pois foi ela que criou o hino da maioria dos motoqueiros, com a música "Born to be Wild".

Aqui está à lista das músicas que compõem o LP.

  1. "The Pusher" (Hoyt Axton) – 5:49

  1. "Born to Be Wild" (Mars Bonfire) – 3:37
    • Steppenwolf - Steppenwolf (1968)

  1. "The Weight" (Jaime Robbie Robertson) – 4:29

  1. "Wasn't Born to Follow" (Carole King/Gerry Goffin) – 2:03

  1. "If You Want to Be a Bird (Bird Song)" (Antonia Duren) – 2:35

  1. "Don't Bogart Me" (Elliot Ingber/Larry Wagner) – 3:05

  1. "If 6 Was 9" (Jimi Hendrix) – 5:35

  1. "Kyrie Eleison/Mardi Gras (When the Saints)" (Traditional, arranged by David Axelrod) – 4:00

  1. "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)" (Bob Dylan) – 3:39

  1. "Ballad of Easy Rider" (Roger McGuinn/Bob Dylan) – 2:14
    • Roger McGuinn (1969)
Bom aqui tem o vídeo, onde mostra o  motivo, para entender o porque da música "Born to be Wild" ter sido um marco para os motoqueiros!