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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Secos e Molhados"

Acho que já está mais do que na hora de eu começar a falar dos meus discos nacionais. Eu sou conhecido pelos coroas dos discos, como o garoto dos discos de rock. Procurar LPs é algo engraçado, quanto mais você procura, mais você pode achar algo interessante e diferente.

O vinil no qual escutaremos hoje é "Secos e Molhados", de 1973. Esse LP é  sem dúvida uma obra prima, um clássico, pois ele é rico de elementos, que nutrem muito da identidade musical brasileira, onde o rock entra como precursor de poesias e danças folclóricas dentro de um estilo rico em atitudes.

Um grupo que se enquadra no Glam rock, no qual se apresentava com os rostos  carregados de maquiagem, dentro de uma época pesada no Brasil. A ditadura militar era o entreposto perfeito para uma banda com atitude, e respeito se consagrar. Cantando músicas a favor da liberdade de expressão, contra o racismo e contra guerras, o grupo era composto pelo pitoresco vocalista, Ney Matogrosso, João Ricardo e Gérson Conrad, também nos vocais e nas violas.

Uma capa que ficou para história! A capa do LP, que foi produzida por um fotógrafo daquela década, foi feita com os integrantes do grupo com suas cabeças numa mesa de café da manhã, cheia de produtos do "secos e molhados", ou seja, produtos de armazém, como broas, linguiças, cebolas, grãos de feijão e um vinho barato. A curiosidade em questão no contesto, que além da capa ser considerada uma das maiores da musica brasileira e do rock latino americano, uma coisa que alguns não sabem é que os integrantes do grupo com fome acabaram comendo todas as comidas que estavam na mesa.

Outra curiosidade do disco é que os produtores acreditavam que seriam vendidos cerca de 1.500 em um ano, mas para surpresa isso foi vendido em uma semana. Naquela época o como mercado vivia numa crise de vinil, para suprir as necessidades de fazer mais LPs dos Secos e Molhados, foram usados discos que não estavam vendendo, para derreter e fazer os outros. O vinil teve a tiragem na época de 800 mil vendas, postumamente foram cerca de 1 milhão de cópias vendidas.

O grupo “Secos e Molhados”, realmente é um grupo no qual tenho orgulho de que seja do meu país, pois eles introduziram ao Brasil numa época de censura, um rock com vertentes de folk, do psicodélico e progressivo, não deixando de ser poético, e folclórico. Um rock genuinamente nacional.

Faixas do LP:




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"O primeiro"

Meedle

Quando a vida quer algo para nós, tudo conspira  favor.  Falo isso, pois com minha coleção de discos foi assim. Apesar de sofrer muita influencia de amigos para  que começasse a  colecionar lps eu era preguiçoso e não tomava nenhuma iniciativa de  iniciar a coleção de vinis. Sem querer, em um almoço casual, apareceu um disco, que nem para mim era. Por sorte eu estava no lugar certo na hora certa, que o vinil do Meedle do Pink Flody, um clássico apareceu perdido. 

Não me contive  e acabei comprando o vinil e começando um novo vicio. Mesmo sem possuir vitrola fiquei animadissimo, pensando em escuta-lo o mais breve possivel.  O mais engraçado eu com o disco na uruguaina no mesmo dia rodando, quando resolvi parar pra olhar o disco. Foi só eu tira-lo do embrulho que, um cara louco ja me veio perguntando quanto eu queria nele. Eu que não sou bobo nem nada, não vendi e estou feliz com ele até hoje. 

Escutar esse disco é transcender em um rock progressivo de altíssima qualidade, na minha opinião esse é o melhor disco do Pink, onde eles mostram uma perfeita harmonia do grupo inteiro.  
Eu concordo plenamento com o que o próprimo David Gilmour, do Pink falou "Meddle está entre os meus favoritos. Para mim foi o princípio da caminhada dos Pink Floyd".

É lindo escutar o momento final da música Fearless, no qual a torcida do Liverpool cantando "You'll never walk alone", que deixa qualquer um arrepiado ao escutar. Outra música que é de pirar o cabeção é a ultima do álbum, Echoes, tem se sincroniza com a parte final do filme de Stanley Kubrick de 1968: "2001: Um odisséia no espaço". 

Realmente é válido comentar desse vinil, e me orgulhar por ter sido escolhido por ele, para ser o meu primeiro disco. 

A indagação maior está na capa! Na qual quem ve não consegue entender o que realmente é a imagem que ela possui, uma orelha, um nariz, uma viajem? Na verdade acho que cabe cada um ter sua própria interpretação.



Um outro detalhe que me deixa intrigado é a semelhança entre guitarrista David Gilmour e o Leoardo Dicaprio. Na foto ele  é o terceiro da esquerda pra direita e segunda da direita pra esquerda.